Molusco contagioso: como tratar?

  • 02/08/2016
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  • Saúde


Molusco contagioso é uma doença de pele causada pelo poxvírus. A contaminação ocorre através do compartilhamento de toalhas, roupas íntimas, contato sexual, dentre outros. A American Academy of Dermatology (Academia Americana de Dermatologia) alerta quanto ao uso compartilhado de aparelhos de ginásticas, assim como o contato pele a pele em competições esportivas, situações que propiciam para a transmissão da doença. 


A dermatologista, Dra Karina Nunes, explica que as lesões são pápulas (bolinhas) umbilicadas, brilhantes, da cor da pele e de tamanhos variados.  As crianças são comumente afetadas pela complicação, porém a médica alerta que os adultos também estão suscetíveis e podem ser infectados assim como as crianças, sobretudo nas áreas mais finas da pele. 



“É muito comum o seu aparecimento em crianças que tenham algum tipo de alergia (principalmente dermatite atópica). O molusco contagioso também pode ser transmitido por via sexual, e nesses casos as lesões costumam aparecer na região genital ou anal”, ressalta a médica. 



A especialista aponta que inúmeros estudos sugerem que a transmissão do vírus ocorre tanto de forma direta (contato direto com as lesões) como também de forma indireta, como ao compartilhar toalhas, flanelas e objetos do uso. “Além disso, vários especialistas defendem que águas de piscina funcionam como um ambiente ou veículo propício para a transmissão da doença”, alerta. 


Qual a diferença entre o molusco contagioso e a verruga?


De acordo com a Dra. Karina as verrugas podem ser identificadas facilmente por conta da localização, geralmente nas mãos ou pés, são ásperas, grossas e apresentam pontos endurecidos. No pé é também conhecida popularmente como olho de peixe. “O molusco muitas vezes é confundido com a verruga, que é também contagiosa e causada pelo vírus HPV. Acomete principalmente as crianças ou pessoas com baixa imunidade”, salienta.


Tratamento


O tratamento para combater o molusco contagioso consiste em alternativas que possam aumentar a imunidade e em alguns casos a remoção cirúrgica. A dermatologista cita como um dos métodos mais aplicados a curetagem, que atua na remoção da lesão e para finalizar aplica-se tintura de iodo



“Outras alternativas são a crioterapia (aplicação de nitrogênio líquido nas lesões), aplicação de ácido tricloroacético ou hidróxido de potássio nas lesões até o seu desaparecimento ou uso prolongado de uma pomada com lisozima, uma substância anti-inflamatória, que provoca uma reação imunológica na pele que estimula a cura das lesões”, recomenda. 



De acordo com a dermatologista o paciente necessita ser reexaminado pelo médico no intervalo de duas semanas a dois meses para checar se há novas lesões e iniciar o tratamento. “Além disso, em adultos, quando as regiões são na área genital ou anal, deve-se examinar também o parceiro sexual”, indica. 


 


Alguns cuidados diários ajudam a prevenir o contágio pelo molusco. Confira as orientações da dermatologista:


 


-Evite compartilhar objetos de uso pessoal (toalha, roupa);

-Afaste a criança com a infecção das atividades aquáticas  e contato mais próximo;

-Sempre avise nas escolas e estabelecimentos sobre o problema, para que os pais ou responsáveis encaminhem para o especialista e seja iniciado o tratamento;

 


 Vale observar os sinais e na presença dos sintomas procurar auxílio de um médico dermatologista. 


 


Dermatologista, Dra. Karina Nunes


 


Referências:


https://www.aad.org/public/diseases/contagious-skin-diseases/molluscum-contagiosum

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