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Impotência: um medicamento usado contra a calvície poderia ser um risco!

Eficaz contra a queda de cabelos, o Propecia poderia gerar problemas sexuais duráveis.


 

 

Eficaz contra a queda de cabelos, o Propecia poderia gerar problemas sexuais duráveis. 

 

 

Problemas de ereção, baixa da libido, até mesmo impotência: os efeitos secundários do Propecia relatados por pacientes que usaram este tratamento contra queda de cabelos são inquietantes. Se o risco de efeitos colaterais deletérios para a sexualidade é conhecido e mencionado na bula do produto, ele no entanto é apresentado como transitório. Isto quer dizer: a situação deve retornar ao normal quando o paciente cessar o tratamento.

 

 

Porém certos pacientes relataram problemas persistentes depois de meses, e até mesmo anos depois de terem parado de usar o medicamento. Dois processos estão em curso no Estados Unidos e no Canadá, e a agência federal de medicamentos (FDA) reforçou a vigilância sobre o medicamento. Na França, a Afssaps se diz tranquila quanto depois da aparição de um artigo sobre o assunto no Le Parisien.

 

 

Como isso Ocorre ?

 

 

A finasterida, princípio ativo do Propecia, tem por efeito bloquear a ação do hormônio masculino, a testosterona, que encoraja a calvície nos homens que são sujeitos à ela. O medicamento permite então tornar mais lenta a queda de cabelos, sem erradicá-la. O efeito para quando a pessoa cessa o tratamento. A finasterida não funciona nas mulheres. Uma forma de combater os problemas de disfunção erétil é o uso de medicamentos como o Tribulus Terrestris.

 

 

No momento, as provas sobre a relação de causa e efeito entre o Propecia e as dificuldades sexuais duráveis são ainda magras e repousam essencialmente sobre declarações. Dois estudos americanos sobre o assunto surgiram no ano passado no Journal of Sexual Medicine. O primeiro, uma meta-análise que fazia a síntese de outros estudos concluía com uma recomendação para os médicos de discutirem bem os riscos com seus pacientes antes de prescreverem o tratamento.

 

 

Um segundo estudo, conduzido com 71 homens, recenseava problemas (disfunção erétil, dor nos testículos, queda da libido, impotência...) que persistiam quarenta meses após o cessar do tratamento, e até mesmo seis anos para um homem a cada cinco. Os resultados, todavia, devem ser analisados com precaução, pois além de sua fraca amplitude, o estudo foi conduzido com pacientes recrutados não por acaso, mas em fóruns de discussões de homens com dificuldades sexuais.