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Fibrilação atrial aumenta em até cinco vezes probabilidade de ocorrer um AVC

Arritmia cardíaca afeta 1,5 milhão de brasileiros e, em geral, não causa sintomas



Você sabia que a cada cinco minutos um brasileiro morre como consequência de um AVC?  Conhecido pelo popular nome de “derrame”, o acidente vascular cerebral (AVC) tem, entre as principais causas, um problema muito comum que afeta o ritmo do batimento cardíaco: a fibrilação atrial (FA). Quase 1,5 milhão de brasileiros e mais de 9 milhões de pessoas na União Europeia e Estados Unidos sofrem desta doença.



A maioria das pessoas sequer imagina que um problema no coração pode causar danos ao cérebro. A FA é considerada uma arritmia cardíaca, e faz com que o coração bata de forma irregular, ou muito rápido ou lento demais. A doença leva à formação de coágulos dentro do coração, que podem chegar até o cérebro e entupir um vaso sanguíneo – causando o AVC. Pessoas com FA têm cinco vezes mais chances de sofrer um AVC do que aquelas que não sofrem de FA. Os AVCs relacionados à FA tendem, ainda, a ser mais graves e incapacitantes do que os derrames não relacionados à FA.



Doenças como hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca, hipertireoidismo e o alcoolismo podem causar a fibrilação atrial. Entre os sintomas estão: palpitação, dificuldades para respirar, tontura e dor no peito, porém, na maioria das vezes, não causa sintoma algum.



Os medicamentos anticoagulantes são normalmente utilizados no tratamento da FA com risco de AVC. Como o próprio nome diz, evitam a formação de coágulos. Lançada há mais de 50 anos, esta terapia apresenta uma série de limitações, tais como restrições alimentares, interações com vários medicamentos e, ainda, a necessidade de exames de sangue para ajustar a dose do remédio.



A indústria farmacêutica, porém, vem investindo e pesquisando novos medicamentos para o tratamento desta doença. Foi lançada recentemente uma nova geração de anticoagulantes orais, cujo princípio ativo é a dabigatrana. No Brasil, o medicamento já foi aprovado pela Anvisa, com base em estudos clínicos com mais de 18 mil pacientes em todo o mundo.

Esta nova geração de anticoagulantes mostra-se muito mais eficiente e seguro na prevenção do AVC. Além disso, não apresenta interações com alimentos e medicamentos, nem a necessidade de exames de sangue frequentes para ajuste da dose.



Mas, lembre-se: a prevenção é a melhor forma de prevenir doenças como AVC e FA. Consulte anualmente o seu médico cardiologista.  



Por: AgComunicado