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Fatores fundamentais que fazem toda diferença na descoberta do alimento vivo

Os passos devem ser dados com cautela na adoção deste estilo de vida


Alguns fatores podem auxiliar e muito quem deseja ingressar em um estilo alimentar saudável, quem garante é a chef especialista na culinária viva, Juliana Malhardes. 



Segundo a especialista, um dos primeiros passos que alguém que ingressa em um estilo alimentar baseado no consumo de alimentos crus deve dar é o de dominar a germinação de sementes e para isso é importante que se saiba qual semente poderá ser germinada, quais serão escolhidas, quais podem vir a ser ou não broto:




“Muitas vezes a gente acha que toda semente pode ser comestível germinada ou em forma de broto e não é assim, essa informação é errada, pode gerar uma intoxicação. Muitas pessoas não têm idéia do quanto de sementes germinar. Outra dificuldade é saber quando a semente está no ponto ideal de germinação, quanto tempo pode ficar na geladeira.”




A educadora em alimentação viva também esclarece que a germinação é fundamental na alimentação viva porque é por meio dela que é ativada a vitalidade nas sementes e essa vida presente nas sementes ativará os processos naturais de desintoxicação do corpo.



Segundo o artigo Como começar, é importante que a pessoa que adota este tipo de dieta saiba o que lhe faz bem e quais combinações de alimentos recebe melhor após a ingestão. É explicado que pela manhã, o corpo naturalmente enfrenta um processo de desintoxicação e que o ideal seria consumir apenas alimentos crus até o meio-dia e após esse horário, introduzir alguns alimentos cozidos (se fizer parte da rotina alimentar da pessoa).



A especialista explica que outro fator importante na dieta viva é dominar algumas receitas e que a falta de variedade não é saudável, assim como a monotonia de nutrientes, que é o que ocorre geralmente na dieta tradicional, o que leva o corpo à carência de nutrientes. A chef alerta que se na alimentação viva, a pessoa come sempre as mesmas coisas por falta de receitas, perderá o encanto e a vontade na dieta:




“As receitas precisam ser deliciosas e simples, inicialmente para compor os pratos convencionais, com alimentos cozidos e precisam dar a liberdade de criar, de que se use a criatividade, caso algum ingrediente não esteja disponível, pode-se se usar algum outro. É importante que lide com o aprendizado da culinária viva, sem esperar se transformar num grande Chef da noite para o dia.”




De acordo com o artigo Técnicas de preparo da alimentação crua e viva, dentre várias dicas para a alimentação crua, está o da hidratação de grãos. Deixar os grão de molho na água pura otimizará ainda mais os nutrientes presentes no alimento.



Outro fator fundamental para se ter sucesso na dieta viva, segundo a educadora em alimentação viva, Juliana Malhardes, é o planejamento. E dentro do planejamento está a prevenção, que consiste na proteção de si mesmo. Sentir fome e ir preparar a comida não costuma ser uma boa ideia, assim como ir a restaurantes que não tenham apenas comida viva:




“O que constrói a saúde é a rotina, não é o hábito do final de semana. Quando o corpo está bem alimentado, ele desenvolve uma melhor qualidade de escolha dos alimentos. Quando você está sempre matando a fome, tende a beliscar e apenas engana a fome.”




A especialista explica que o planejamento previne o desânimo e confere autonomia para que se planeje o cardápio semanal. Dentro desse fator, eleger as receitas favoritas e praticar receitas novas é importante, assim como prezar pela simplicidade. A conservação e durabilidade dos alimentos deve ser pensada: “Não espere a fome para cozinhar, arrume a cozinha e a geladeira de maneira que melhore o acesso aos alimentos vivos. Esses cuidados compõem o que se chama de ambiente estratégico".



Outro fator destacado pela chef é a “força da amizade” isso porque na maioria dos casos, a família da pessoa não tem interesse de que ela ingresse em um novo estilo alimentar, o que representa até mesmo a questão da afetividade, já que para alguns familiares, ficará a sensação de que não poderão dizer como amam a pessoa sem que seja por meio da comida, porque alimentar é uma expressão de amor:“Ter uma companhia ao mudar o estilo alimentar seria o ideal, e isso é a força da amizade, ter alguém para dividir inclusive as dificuldades".



O importante ao decidir mudar o estilo de vida é que se procure alguém de confiança para nortear essa mudança. O tempo de transição e adaptação varia de pessoa para pessoa, mas se o intuito é ganhar em saúde, com certeza, valerá o esforço.







 



 



Juliana Malhardes – Chef especialista na culinária viva há 10 anos. Educadora em Alimentação Viva, formada pelo Terapia/Fiocruz



Culinária Viva – Por Juliana Malhardes: www.culinariaviva.com



Fanpage: www.facebook.com/CulinariaViva



 



 





Fontes



Como começar. Alimentação Viva e Sustentável: alimentacaoviva.blogspot.com.br/p/como-comecar.html



Técnicas de preparo da alimentação crua e viva. Estilo Vegan: estilovegan.com.br/tecnicas-preparo-alimentacao-crua-viva