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Dor aguda traz sérias consequências para a qualidade de vida

Tratamento depende de identificação correta da causa



A dor é, antes de tudo, um sinal de alerta. Um sintoma ou manifestação de que algo não vai bem. Pode ser classificada em três tipos, conforme a duração: aguda, crônica e recorrente. Abordaremos nesta matéria a primeira forma e, posteriormente, as demais.



Segundo o International Association for the Study of Pain (IASP) a dor aguda existe para proteger o organismo, no entanto, isto não significa que não deva ser controlada com a finalidade de evitar possíveis complicações. Surge repentinamente e dura um período relativamente curto, de minutos a algumas semanas. Desaparece quando a causa é diagnosticada e o tratamento é seguido corretamente pelo paciente.

 

A dor aguda pode ocorrer como consequência de:

• Uma cirurgia – é a dor pós-operatória;

• Uma lesão, traumatismo ou fratura;

• Trabalho de parto;

• Infecção dentária;

• Cólicas em geral,

• Queimaduras,

• Dor de cabeça (cefaleia)

• Dor abdominal

• Infecções bacterianas (furúnculos, otites, faringites...)  etc.



O tratamento será definido uma vez determinada a causa da dor. Conforme o diagnóstico, envolverá tanto médicos, como fisioterapeutas e psicólogos/ psiquiatras. Se não tratada corretamente, a dor aguda pode levar a uma diminuição na qualidade de vida e outras complicações, como o aumento do risco de trombose; sono prejudicado; incapacitação ou baixa produtividade profissional e aumento da possibilidade de desenvolver a dor crônica.



Caberá ao profissional médico definir os medicamentos (antiinflamatórios, analgésicos, etc), hoje cada vez mais eficazes e com menos efeitos colaterais. A medicina alopata encontra ainda na acupuntura e na homeopatia fortes aliados para combater a dor aguda.  



Estudo do IASP revela que, pelo menos, 30% das pessoas apresentarão dor em algum momento da sua vida e, em 10% a 40% delas a duração será superior a um dia. É a principal causa de sofrimento, incapacitação para o trabalho e a vida pessoal, além de acarretar consequências familiares, psicológicas, sociais e econômicas. O Brasil ainda não dispõe de dados estatísticos oficiais sobre a dor aguda, mas o que se sabe é que tem aumentado consideravelmente nos últimos anos.



Por: Alejandra Osses

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