Anemia em pacientes com câncer que fazem quimioterapia

  • 26/10/2016
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  • Saúde

A anemia em pacientes portadores de câncer pode estar associada, entre outros fatores, ao tratamento quimioterápico. Determinados medicamentos oncológicos administrados durante a quimioterapia são altamente tóxicos e podem afetar a medula óssea, acarretando o comprometimento de seu funcionamento. A partir daí, a capacidade de repor as células sanguíneas circulantes da medula óssea se torna insuficiente ou incapaz, afetando assim a quantidade de células do sangue, tal como os eritrócitos (glóbulos vermelhos).



Entre os sinais que indicam a presença de anemia por quimioterapia estão: aumento do batimento cardíaco (taquicardia), palidez, cansaço excessivo aos menores esforços, fadiga, fraqueza, falta de ar e tontura.



A fim de diagnosticar a presença de anemia durante o tratamento quimioterápico o médico possivelmente solicitará a realização de alguns exames de sangue com o intuito de investigar a contagem/quantidade de glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Caso seja verificado a diminuição/baixa na contagem de glóbulos vermelhos, o médico poderá indicar/prescrever o uso de determinados medicamentos que auxiliam o organismo na produção de glóbulos vermelhos, ou até mesmo transfusão sanguínea.



Dentre um dos medicamentos que são indicados para a anemia em pacientes com câncer que fazem quimioterapia, está o fármaco Hemax 4000UI 2ml - Eritropoetina



Eritropoetina o que é?



Eritropoetina 4000 ou EPO é um hormônio glicoprotéico fabricado naturalmente no organismo dos seres humanos e dos animais através dos rins e minimamente por meio do fígado.



Eritropoetina para que serve?



A função da Eritropoetina é atuar na regulação de um processo conhecido como eritropoiese, que significa a produção de células vermelhas (glóbulos vermelhos) do sangue. 



Eritropoetina humana recombinante:

A Eritropoetina ou EPO pode ser obtida a partir da tecnologia de recombinação genética é produzida à base de células de mamíferos. A epoetina adquirida por meio desta técnica é nomeada como alfaepoetina e é semelhante à Eritropoetina natural do organismo.



O que é anemia?



A anemia não é caracterizada como uma doença, mas sim como uma alteração na saúde, ou melhor, uma alteração sanguínea, sendo possível identificá-la pela redução da quantidade de células de glóbulos vermelhos (eritrócitos) no sangue. Ela é considerada como uma das desordens hematológicas mais recorrentes e comuns. 



Diferente do que a maioria acredita a anemia não está relacionada exclusivamente à alimentação, sua causa pode estar associada a inúmeros fatores que exigem investigação. Muito embora a deficiência de nutrientes ainda seja a causa mais comum de anemia.



Ademais, perda crônica de sangue, doenças de outros órgãos, uso de medicamentos quimioterápicos, verminoses e outros fatores também possam estar associados ao surgimento da anemia. As causas realmente podem ser diversas, portanto, são existentes variados tipos de anemia, tais como:



- Anemia perniciosa/megaloblástica: um dos tipos mais comuns de anemia. É acarretada devido uma carência em vitamina B12 ou ácido fólico; graças à uma absorção insuficiente deste nutriente na região gástrica, assim como em caso de gastrite.



- Anemia ferropriva: originada devido uma deficiência em ferro, perdas abundantes de sangue (menstruações, hemorragias gástricas/úlcera gástrica ou deficiências nutricionais, má-assimilação, devido à gestação (a quantidade/necessidade de ferro é superior durante a gravidez). Esse tipo de anemia também é tido como o mais comum.



- Anemia hemolítica: associada à deficiência/insuficiência na produção de glóbulos vermelhos (eritrócitos) ou destruição/deterioração excessiva, por decorrência de certas doenças auto-imunes, infecciosas ou tóxicas, tais como: uso de determinados fármacos, doenças virais, linfopatias malignas e ou até mesmo doenças não conhecidas. 



- Anemia do recém-nascido: alguns bebês recém-nascidos (RN) podem ser acometidos por anemia em casos nos quais exista uma deficiência placentária ou em casos de incompatibilidade profunda de Rh entre a mãe e o RN. 



É importante salientar que a anemia deve ser investigada e diagnosticada por um médico que irá prescrever o tratamento adequado dependendo do tipo de anemia.



 



 



 

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