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A Criptorquidia e o Desenvolvimento Testicular Fetal Normal

Entenda como ocorre o desenvolvimento testicular do feto e como isso está relacionado com a criptorquidia.


 A Criptorquidia e o desenvolvimento testicular fetal normal

 

 

No embrião em desenvolvimento os testículos começam como uma imigração das células germinativas primordiais para as cordas testiculares ao longo da crista genital no abdômen. A interação de vários genes masculinos organiza este desenvolvimento gonadal formando um testículo, ao invés de um ovário, no segundo mês de gestação.

 

 

Durante os meses de 3 a 5 da gravidez, as células nos testículos se diferenciam em células de Leydig produtoras de testosterona e células de Sertoli produtoras de hormônio anti-Müller. As células germinativas neste ambiente tornam-se espermatogônias fetais. A genitália externa masculina se desenvolve durante os 3º e 4º meses de gestação e o feto continua a crescer, se desenvolver e se diferenciar.

 

 

Os testículos permanecem elevados no abdômen até o sétimo mês de gestação, quando se movem no abdômen através dos canais inguinais para os dois lados do escroto. Foi proposto que o movimento ocorre em duas fases um pouco diferentes.

 

 

Na primeira fase, o movimento é através do abdômen para a entrada do canal inguinal e este parece controlado (ou pelo menos muito influenciado) pelo hormônio anti-Müller (AMH). A segunda fase, em que os testículos se movem através do canal inguinal para o escroto, é dependente de andrógenos (principalmente testosterona).

 

 

A deficiência ou a insensibilidade ao andrógeno ou AMH, portanto, pode impedir que os testículos desçam para o escroto causando a criptorquidia. A Criptorquidia está associada com a fertilidade reduzida e tem como fator gerador de risco a diabetes (que pode ser controlada por medicamentos como o Victoza) e a obesidade gurante a gravidez.