Tribulus Terrestris é realmente eficaz?


Relato de pesquisa que comprova a eficácia de tribulus terrestris no tratamento da impotência sexual

A impotência sexual masculina e a ejaculação precoce são os problemas mais comum que contribuem para a infertilidade, dificuldade e problemas de relacionamento, deterioração da autoestima e qualidade de vida. Impotência sexual é definida como a persistente incapacidade de atingir e manter uma ereção do pênis suficiente para um desempenho sexual satisfatório. Os fatores predisponentes para a impotência sexual incluem doença cardíaca crônica, colesterol elevado, diabetes mellitus, tabagismo, álcool, abuso de drogas, estresse, hábitos alimentares e aumento da idade. Estudos epidemiológicos demonstraram uma alta prevalência de impotência sexual em países desenvolvidos e por isso é considerado um problema de saúde sério. Atualmente, os tratamentos mais tradicionais para impotência sexual masculina incluem a psicoterapia, cirurgia, dispositivos mecânicos, medicamentos, e implantes penianos. A terapia medicamentosa hoje concentra-se principalmente nos inibidores da fosfodiesterase tipo 5, que aumentam os níveis de monofosfato de guanosina cíclico (cGMP) na vasculatura cavernosa, levando à facilitação e ao prolongamento da ereção do pénis.

Na medicina tradicional, Tribulus terrestris, Asparagus racemosus e Sida cordifolia foram relatados como possuindo atividade afrodisíaca e são algumas das modalidades mais antigas para melhorar a função sexual em seres humanos. O Tribulus terrestris da família Zygophyllaceae é uma planta florida encontrada nas regiões temperadas e tropicais do sul da Ásia, África e Austrália. Em sânscrito, é conhecido como Gokshura e se encontra referências em muitas formulações ayurvédicas para o tratamento da disfunção sexual.

Estudos experimentais usando extratos de Tribulus terrestris demonstraram um aumento na função sexual em ratos, que foi atribuído a um aumento na testosterona, dihidrotestosterona e desidroepiandrosterona. Um estudo clínico também demonstrou que o extrato de Tribulus terrestris aumenta os níveis naturais de testosterona do corpo e melhora o desempenho sexual masculino e ajuda a construir músculos. O estudo foi realizado para avaliar a atividade afrodisíaca com administração de dose única e repetida do extrato aquoso dos frutos secos de Tribulus terrestris em ratos albinos machos idosos e sexualmente lentos. Além disso, para avaliar o efeito do tratamento nos níveis de testosterona e sua inibição de  retorno da liberação de gonadotropina, estimou-se os níveis de testosterona e a contagem de esperma após administração repetida da dose.

A administração aguda das doses de Tribulus Terrestris produziu um aumento no comportamento sexual doa animais tratados. Houve também um aumento estatisticamente significativo na freqüência de montagem, freqüência de intromissão e índice de ereção do pénis, que são os indicadores de comportamento sexual melhorado.

Os efeitos da administração crônica de Tribulus Terrestris no comportamento sexual foram semelhantes aos resultados obtidos no estudo agudo. A administração crônica também produziu um aumento dependente da dose no comportamento sexual, o que foi significativo em relação aos animais controlados. Como no estudo agudo, a administração crônica de Tribulus Terrestris também produziu uma diminuição significativa na latência de montagem, latência de intromissão e latência ejaculatória enquanto produziu um aumento significativo na freqüência de montagem, freqüência de intromissão e índice de ereção do pénis. No entanto, a administração crônica de Tribulus Terrstris produziu um maior aumento no comportamento sexual em comparação com a administração de dose única. O nível sérico de testosterona e a contagem de espermatozóides em ratos tratados com Tribulus Terrestris também foram significativamente aumentados, em comparação com os animais de controlados.

Perfil de toxicidade de Tribulus Terrestris

A administração oral durante vinte e oito dias de Tribulus Terrestris não produziu nenhuma mortalidade ou alterações comportamentais nos animais testados durante todo o período de observação. Embora não tenha havido diferença na ingestão de alimentos e água entre os grupos, observou-se um aumento significativo no peso corporal no grupo tratado com Tribulus Terrestris em comparação com o controle normal. Não houve alterações na química do sangue, tempo de sangramento, tempo de coagulação, enzimas hepáticas ou histologia de rim, fígado, testículos e pênis. No entanto, os animais tratados com Tribulus Terrestris mostraram um ligeiro aumento na percentagem de peso testicular em comparação com o normal, mas este aumento não foi estatisticamente significativo.

Este estudo foi realizado para avaliar as afirmações de atividades afrodisíacas e estimulantes sexuais do Tribulus terrestris em um modelo experimental de impotência sexual. Embora a atividade estimulante de Tribulus terrestris no comportamento sexual tenha sido avaliada em ratos castrados,  esta condição induzida não imita completamente as disfunções sexuais relacionadas à idade e relacionadas à doença, porque nessas condições há uma diminuição no comportamento sexual mesmo que não haja ausência completa de testosterona.

Portanto, no estudo relatado aqui foi avaliado as atividades estimulantes sexuais do medicamento de teste em ratos envelhecidos e sexualmente lentos. A administração do Tribulus Terrestris aumentou o comportamento sexual de animais sexualmente lentos, como observado por uma diminuição nas latências de montagem, intromissão e ejaculação e um aumento nas frequências de intromissão e montagem. Este aumento do comportamento sexual nos animais testados foi mais proeminente após a administração crônica do medicamento de teste. A administração de Tribulus terrestris foi relatada aumentar os níveis sanguíneos de testosterona, dehidroepiandrosterona, dihidrotestosterona e dehidroepiandrosterona. Esta modulação hormonal tem sido atribuída à presença da saponina esteroidal protodioscina no extrato de Tribulus. A protodioscina demonstrou melhorar a libido, a atividade sexual e a pressão intracavernosa em animais experimentais. Acredita-se que os efeitos hormonais da protodioscina sejam mediados por sua conversão metabólica em dehidroepiandrosterona. Além dos efeitos centrais, a testosterona demonstrou atuar perifericamente, facilitando a neurotransmissão nitrígica, acentuando a atividade de óxido nítrico e a liberação de óxido nítrico na cavernosa que contribuem para a ereção do pênis.

Uma preocupação que surge com a elevação sustentada nos níveis de testosterona é a inibição de da liberação de gonadotropina. No entanto, a administração crônica de Tribulus Terrestris, que durou 14 dias, não produziu qualquer diminuição na contagem de espermatozóides nos animais tratados. Pelo contrário, houve aumento significativo e dependente da dose na contagem de esperma nos animais tratados. Embora neste momento não seja claro sobre como os níveis de testosterona e a contagem de esperma permanecem elevados mesmo na presença de níveis elevados de testosterona circulante, isso pode ser parcialmente atribuído ao estado hormonal diminuído inicial dos animais experimentais, como todos os animais estavam envelhecidos e eram sexualmente lentos. Outro motivo plausível para a ausência dessa inibição poderia ser a propriedade de liberação de hormônio leutinizante de Tribulus. Estudos de toxicidade oral também demonstraram a segurança em se usar Tribulus Terrestris na administração crônica. Apenas o peso corporal e o peso testicular dos animais tratados mostrarem um aumento em comparação com normal. Ambas as mudanças podem ser atribuídas à atividade androgênica do extrato de Tribulus.

O presente estudo demonstra a eficácia de Tribulus Terrestris na reversão da impotência sexual induzida pelo envelhecimento em ratos experimentais. Com base nos resultados, concluímos que o Tribulus Terrestris tem o potencial de ser usado como uma alternativa terapêutica segura às modalidades atuais para o tratamento da disfunção sexual em homens.

Ref.: http://www.jpharmacol.com/article.asp?issn=0976-500X;year=2012;volume=3;issue=1;spage=43;epage=47;aulast=Singh

Redação