Vinho quente “aquece” a saúde


Estudos revelam propriedades que ajudam a prevenir doenças

O mês de junho, caracterizado pelas tradicionais festas de São João e comidinhas típicas – canjica, pipoca, bolo de milho verde e quentão – já passou, mas as temperaturas continuam baixas e convidativas para saborearmos um item tradicionalmente junino: o vinho quente.

Além de nos aquecer no inverno, por possuir as mesmas propriedades nutricionais do vinho bebido na temperatura ambiente, o vinho quente oferece diversos benefícios à saúde se consumido com moderação. Apesar de ser uma bebida alcoólica, diversos estudos revelam que o resveratrol presente no vinho faz bem à saúde e protege contra doenças, principalmente as relacionadas ao coração. O consumo moderado equivale a uma taça de vinho por dia. Já o excesso de álcool está associado à obesidade, hipertensão e colesterol alto, ou seja, a efeitos deletérios.

O vinho possui em sua composição substâncias flavonoides e antioxidantes que favorecem a dilatação dos vasos sanguíneos e protegem o sistema cardiocirculatório. O controle do colesterol se daria por conta das substâncias que ajudam a baixar o VLDL (colesterol ruim) e aumentar o HDL (colesterol bom). De acordo com um estudo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), o consumo do vinho tinto está relacionado à longevidade. Sendo assim, a saúde na terceira idade, entre outros fatores, pode ser beneficiada com o consumo a longo prazo da bebida, uma vez que seus componentes evitam o envelhecimento das células cerebrais, reduzindo o risco de doenças como o Alzheimer, e sua ação antioxidante diminui a degeneração ocular.

No caso do vinho quente, durante o preparo podem ser adicionadas frutas para complementar o sabor e adicionar mais nutrientes benéficos à saúde. Maçã, laranja, abacaxi, morango, gengibre e canela são ingredientes tradicionais.

A medicina natural, que se traduz na priorização de alimentos que fazem bem à saúde, não substitui de forma alguma os tratamentos médicos à base de medicamentos. Consulte sempre o médico para esclarecer se o consumo de bebida alcoólica não influencia nos efeitos de remédios previamente prescritos.

Por: AgComunicado