Venda de medicamento genérico bate recorde no primeiro trimestre


Consumidor brasileiro gastou R$ 1,7 bilhão em medicamentos entre janeiro e março

Autor: Agência Comunicado

Fonte: R7 e Estadão


A venda de remédios genéricos chegou no valor de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre de 2011, representando um aumento de 32% em relação aos três primeiros meses de 2010. O número é considerado um recorde, desde sua implantação em 2001, segundo a Pró Genéricos - Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos.

De janeiro a março foram comercializadas 123,7 milhões de unidades. Esse número significa que praticamente 1 em cada 4 medicamentos (ou 24,1%) vendidos no país eram genéricos. Um ano atrás, eles eram 1 em cada 5 (20,6%).
A expectativa, segundo o presidente da Pró Genéricos, Odnir Finotti, é de serem 1 em cada 3 remédios genéricos vendidos em 2012. O genérico é similar aos medicamentos de referência (os de marca). Ambos têm em comum o princípio ativo (o elemento ou efeito que define para quê serve aquele remédio), mas o genérico é mais barato.A Pró Genéricos diz que o bom desempenho do setor reflete o crescimento da economia brasileira e o consequente impacto positivo na renda da população.

Em 2010, as vendas desse tipo de produto passaram dos R$ 6,2 bilhões, o que representa um crescimento de 37,7% entre 2009 e 2010, segundo o balanço divulgado pelo IMS Health, instituto que audita o desempenho da indústria farmacêutica no Brasil e no mundo.


Número de registro de genéricos cresce na Anvisa


Desde o início do ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a dar prioridade à análise e ao registro de medicamentos genéricos em detrimento dos de marca. Como consequência, no primeiro trimestre foram aprovados 73% mais genéricos em comparação com o ano passado. "O Estado olha para o interesse público, e a entrada dessas drogas no mercado tem um impacto direto na redução de 35% do preço", afirma Dirceu Barbano, presidente da Anvisa. Com o crescimento das vendas, esse tipo de medicamento passou a representar 25% do mercado no País.