Varicela: crianças a partir de um ano devem ser vacinadas


Com a chegada da primavera, aumenta o número de casos da doença

O alerta já foi dado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo: a varicela – ou catapora, como é popularmente conhecida - merece toda a atenção, principalmente na nova estação que se inicia, a primavera, devido à elevação da temperatura.

Causada pelo vírus Varicela-Zoster, a catapora é extremamente contagiosa e atinge crianças na maioria, mas os adultos não estão livres. Os sintomas podem se manifestar de maneira mais intensa na idade adulta, e exigem cuidados especiais, especialmente se se manifestar em pessoas com baixa imunidade. Em geral, é benigna - a taxa de letalidade em crianças saudáveis é de 2 para cada 100.000 casos, mas em adultos, é de 15 a 40 vezes maior.

Entre os sintomas estão febre, dor de cabeça, cansaço, falta de apetite e o aparecimento manchas avermelhadas na pele que dão lugar a pequenas bolhas ou vesículas com líquido que evoluem para crostas. Estas crostas, que provocam muita coceira, permanecem por até duas semanas até a cicatrização. As primeiras lesões costumam aparecer primeiro na cabeça (couro cabeludo, inclusive) e no pescoço, para depois se espalharem rapidamente pelo tronco, membros e mucosas (boca, genitais, nariz). O período de incubação pode durar até 15 dias, e a completa recuperação de sete a dez dias depois do aparecimento das lesões.

O contágio acontece por contato direto, por meio da saliva, espirros, tosse ou contato com o líquido do interior das vesículas. Nas gestantes, a varicela pode ser transmitida através da placenta. Quem já teve a doença, nunca mais terá de novo. Mas o vírus permanecerá no organismo para sempre e é provável que provoque outra doença conhecida como herpes-zoster.

Em 2010, foram registrados 39.043 casos em São Paulo e até julho deste ano, 1.413. O ano de 2003 apresentou o maior número de registros da doença no estado, com 51,6 mil infecções.

A vacina existe, mas não faz parte do calendário de vacinação do Ministério da Saúde. Recomenda-se que toda criança a partir de um ano seja vacinada, assim como adolescentes e adultos com baixa imunidade ou que terão que passar por tratamentos de quimioterapia e radioterapia.

Para quem contrair a doença, a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo recomenda os seguintes cuidados:

• Mantenha as unhas curtas e limpas para evitar infecções na pele;

• Evite o contato com pessoas com sistema imunológico debilitado;

• Use roupas leves, para evitar calor e aliviar a coceira;

• Na hora de dormir, use luvas, se a coceira incomodar muito;

• Não arranque as crostas, pois podem deixar cicatrizes;

• Faça repouso, mantenha-se bem hidratado e consuma alimentos leves.

Os medicamentos usados no tratamento são para aliviar os sintomas. O mais importante é manter a pele limpa para evitar que a infecção das lesões por bactérias, o que pode trazer complicações. Banhos ou compressas frias ajudam a aliviar a coceira. Complicações causadas por bactérias deverão ser tratadas com medicamentos especiais. Não deixe de fazer acompanhamento médico especializado.

Por: AgComunicado