Uso de anticoncepcional aumenta o risco de trombose


Segundo estudos, o uso de anticoncepcionais contendo o hormônio drospirenona pode aumentar o risco de trombose

Como qualquer medicamento, os anticoncepcionais trazem riscos e benefícios à saúde. Eles não podem ser usados por qualquer mulher, de qualquer idade, nem por quem faz uso de outros hormônios como o Anastrozol, e sua utilização precisa ser amplamente discutida com o médico ginecologista, que pode avaliar o melhor método contraceptivo para cada caso. O advento dos contraceptivos orais foi de grande valia para o planejamento familiar, por conta do alto grau de eficácia. Com o passar das décadas, esses remédios foram se tornando cada vez mais seguros e com menos quantidade de hormônios.

Um dos hormônios utilizados na composição de alguns anticoncepcionais vendidos no Brasil, chamado drospirenona, (Yasmin)está gerando uma polêmica. Há suspeita de que a presença deste hormônio na composição de anticoncepcionais poderia aumentar o risco de desenvolvimento de trombose, segundo estudos que estão sendo revistos pela agência reguladora americana FDA. A agência está avaliando os resultados contraditórios de estudos anteriores e fazendo a análise sobre os riscos e benefícios dos contraceptivos que contêm este hormônio. Recentes estudos publicados no “British Medical Journal” mostraram que há anticoncepcionais que chegam a dobrar ou triplicar o risco de desenvolvimento de coágulos sanguíneos.

Além de serem prescritos para a prevenção da gravidez, os anticoncepcionais que contém o hormônio também são amplamente prescritos para o tratamento da síndrome de ovários policísticos, para reduzir a redução hídrica e também para amenizar os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM), como inchaços, acne e aumento de peso.
 
No mês passado, o grupo farmacêutico alemão Bayer enfrentou em maio uma ação nos Estados Unidos pela morte de uma estudante universitária da Carolina do Norte, que utilizava o o anticoncepcional YAZ, que contém drospirenona, para tratar a acne. A estudante foi vítima de uma parada cardíaca em setembro de 2010 e sua morte foi vinculada ao uso do contraceptivo. A Bayer afirmou que os efeitos adversos são raros e que os riscos oferecidos pelo anticoncepcional podem ser comparados aos riscos dos demais contraceptivos orais. A empresa também afirmou que o risco de tromboembolismo venoso consta das bulas oficiais.

Por: AgComunicado