Transtorno alimentar: a busca irracional pelo “corpo perfeito”


O tratamento é facilitado quando a pessoa se conscientiza de que tem um problema

 “Estou acima do peso e quero emagrecer”. Muitas pessoas, em especial mulheres, podem identificar-se com esta frase, ou já ter se submetido – em algum momento da vida, especialmente na adolescência – a alguma dieta “milagrosa”. Sem reflexão, há quem caia na cilada de buscar perder peso a qualquer custo, rapidamente, e assim conquistar formas mais enxutas. Ao longo do tempo, porém, fica patente que perder peso só é válido quando se consegue manter o novo patamar, e isso só é possível por meio de uma dieta saudável e sustentável.
 
Às vezes, em pessoas predispostas, a preocupação com peso e estética ideal transforma-se em um fascínio ou obsessão. Esse é um problema grave que precisa ser detectado e tratado o quanto antes. O perigo é o de desenvolver um transtorno alimentar, como a anorexia e a bulimia, por exemplo.
 
Diversas complicações clínicas acompanham os casos de transtornos alimentares. Estão diretamente relacionadas ao comprometimento nutricional do organismo e à maneira inadequada de controle do peso. No caso da bulimia, por exemplo, o doente provoca vômitos e utiliza remédios diuréticos ou laxativos, na tentativa de se livrar dos alimentos que ingeriu em demasia. Tamanho desequilíbrio traz sinais evidentes de que algo está errado – queda de cabelo, desidratação, ressecamento das unhas, interrupção do ciclo menstrual, alterações na frequência cardíaca, entre outros. Parentes e amigos próximos devem ficar atentos e buscar auxílio médico. Para quem tem tais problemas, é difícil aceitar que existe um problema a ser tratado.
 
Os exames realizados para diagnosticar os transtornos alimentares baseiam-se em uma avaliação clínica, que investiga as alterações apresentadas. Tais avaliações devem ser feitas apenas por médicos competentes.
 
Os tratamentos variam de acordo com o problema. Nos casos de anorexia, o primeiro passo é fazer com que o paciente volte a se alimentar e pare de distorcer sua própria imagem diante do espelho.  Por isso, na maioria das vezes são necessárias sessões de psicoterapia e, em alguns casos, prescrição de medicamentos antidepressivos. Já nos bulímicos o foco é convencer o paciente de que é inútil e perigoso buscar compensar excessos na alimentação com medidas extremas e inapropriadas ao organismo. A reeducação alimentar precisa ser feita junto com o tratamento psicológico. 
 
Por: AgComunicado