Teste do olhinho previne doenças que podem causar cegueira


Ele é essencial e deve ser feito logo após o nascimento do bebê

O teste do pezinho, que identifica doenças importantes que podem trazer uma série de consequências ao bom desenvolvimento do bebê, é mais conhecido. Mas há outro que também merece a atenção dos pais e pediatras: o teste do olhinho.

Tal como sorrir, falar, comer e andar, o bebê também aprende a enxergar. Mas para que isso aconteça, os olhos tem que estar em perfeitas condições.

Rápido, simples e sem dor, o exame é feito pelo médico ainda na sala de parto. É essencial, pois identifica qualquer problema ou alteração que possa atrapalhar a visão, como catarata, tumores, glaucoma congênito, retinopatia da prematuridade, entre outras enfermidades. Identificadas a tempo, estas doenças podem ser tratadas e a visão da criança, salva. Caso contrário, é muito difícil que ela possa desenvolver uma visão normal.

O teste é feito da seguinte forma: sem usar nenhum colírio, o médico utiliza uma fonte de luz para observar o reflexo que vem da retina. Se o reflexo for vermelho (podem surgir tons de laranja ou amarelo, conforme a incidência da luz e a pigmentação da retina), todas as estruturas internas do olho – córnea, pupila, câmara anterior, cristalino, íris e humor vítreo – estão transparentes, permitindo uma adequada observação da retina. O resultado é uma visão normal. Mas se este reflexo não puder ser observado, ou for de má qualidade, significa que há alguma alteração na visão.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu em junho de 2010, que o "Teste do Olhinho" deve, obrigatoriamente, ter a cobertura dos planos de saúde. O teste é também lei em alguns estados e cidades. Deve ser realizado em maternidades públicas e particulares. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) este é um direito de toda criança.

Se o exame não for realizado em seguida ao nascimento do bebê, não se assuste. Avise o pediatra logo na primeira consulta de acompanhamento, que costuma ser marcada cerca de uma semana após o nascimento.

Por: AgComunicado