Terapia de reposição hormonal para melhorar os sintomas da menopausa


Polêmico, tratamento exige acompanhamento e monitoramento médico constantes

 

A menopausa não é uma doença, mas uma etapa natural que faz parte da vida da mulher, em geral, entre os 45 e 55 anos, acompanhada muitas vezes de sintomas (bastante) desagradáveis. É durante  menopausa que a mulher passa da fase reprodutiva para a não-reprodutiva, os ovários param de funcionar e deixam de produzir hormônios essenciais – estrógeno e progesterona - para o equilíbrio do organismo feminino. 
 
Muito utilizada para tratar os sintomas da menopausa, a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) é ainda considerada pela comunidade médica uma forma de tratamento eficaz, porém, cheia de prós e contras. Estudos comprovam que ocorre uma sensível melhora em sintomas como os "fogachos", desagradáveis ondas de frio e calor seguidas de suor intenso. Há também uma melhora na lubrificação vaginal; na qualidade do sono; na libido e redução do risco de sofrer doenças cardiovasculares; na depressão e ansiedade; diminuição do risco de vir a desenvolver a osteoporose e, inclusive, efeito protetor contra a doença de Alzheimer. 
 
Mas a TRH desperta também uma série de riscos para o desenvolvimento de doenças como o câncer de mama e endométrio. Diversos estudos têm sido realizados questionando os efeitos benéficos desta terapia. Em 1995, por exemplo, pesquisa publicada no New England Journal of Medicine revelou que mulheres que tomaram hormônios durante mais de cinco anos têm de 30 a 40% mais chances de desenvolver câncer de mama; em mulheres entre 60 e 64 anos, este risco aumentou para 70%.
 
A TRH associada à progesterona reduziria tais riscos, porém, por outro lado, haveria uma desestabilização do humor. Se associada ao estrógeno, haveria uma melhora de aspectos como memória, atenção e habilidades de comunicação. 
 
Entre as principais contraindicações ao uso da TRH com estrogênio estão mulheres com doenças cardiovasculares, tromboembolismo, anemia falciforme, doenças do fígado, pressão alta, diabetes, epilepsia, enxaqueca, porfiria, câncer e tabagismo. Já na terapia baseada em progesterona, as contraindicações são as hepatopatias e o tromboembolismo. 
As controvérsias são ainda grandes em relação à TRH. Por isso, antes de decidir pelo seu uso, ou não, uma conversa franca com o seu médico e informar-se bem a respeito deste tratamento é muito importante, pesando bem os aspectos positivos e negativos para o seu organismo. O monitoramento e acompanhamento médico são essenciais para quem faz uso da terapia de reposição hormonal. 
 
Por: AgComunicado