Sinusite: se não tratada, pode tornar-se um problema crônico


A inflamação das mucosas dos seios da face são um problema que acontece, principalmente, no inverno. Manter-se bem hidratado é uma forma de prevenção

Se não for tratada, ela pode virar um problema crônico. Estamos falando da sinusite, infecção ou inflamação das mucosas dos seios da face, que correspondem a uma região do crânio formada por cavidades ao redor do nariz, maçãs do rosto, testa e olhos. São eles que dão ressonância à voz, aquecem o ar que inspiramos e diminuem o peso do crânio, facilitando sua sustentação. São revestidos por uma mucosa muito parecida à do nariz, rica em glândulas produtoras de muco e coberta por cílios que possuem  movimentos vibráteis, responsáveis por conduzir o material estranho retido no muco para a parte posterior do nariz.

O fluxo da secreção mucosa da face pode ser  permanente e imperceptível. Também existe fatores específicos que podem provocar a sinusite, dentre eles: alterações anatômicas que bloqueiam a drenagem da secreção e, processos infecciosos ou alérgicos que ocasionam a inflamação das mucosas, facilitando a instalação de fungos, bactérias e vírus.

Gripes, resfriados e processos alérgicos facilitam o aparecimento de sinusite, em especial  nas estações mais frias do ano. As sinusites podem ser:

• Agudas: dores de cabeça na região do seio da face e, há casos em que são amenas e em outros, intensas. Sente-se pontadas, pulsátil ou sensações de pressão ou peso na cabeça. O nariz pode entupir com a presença de secreção amarelada ou esverdeada, sanguinolenta, dificultando a respiração. Febre, cansaço, tosse, dores musculares e falta de apetite também costumam estar presentes.

• Crônicas: os sintomas são os mesmos, mas a intensidade varia. Pode não haver dor nos seios da face, nem febre. A tosse é o sintoma mais comum e se  manifesta, principalmente, no período noturno. A intensidade aumenta quando a pessoa se deita, pois a secreção escorre pela parte posterior das fossas nasais e irrita as vias aéreas, disparando o mecanismo de tosse. Os acessos são mais frequentes de manhã,  e diminuem de intensidade no decorrer do dia.

O diagnóstico da sinusite é feito através da análise clínica, e exames como a tomografia computadorizada ajudam a definir a localização e a extensão da doença.

O tratamento é feito com antibióticos e corticoides.

Pessoas com sinusite devem diluir a secreção para eliminá-la mais facilmente, pingando  ou fazendo inalações com soro fisiológico muitas vezes ao dia. O vapor de água quente também ajuda a fluidificar a secreção. É muito importante estar sempre bem hidratado (2 litros de água por dia, pelo menos) e evitar ambientes com ar condicionado, que ressecam as mucosas e dificultam a drenagem da secreção.

Assim que os primeiros sintomas aparecerem, procure um médico. O tratamento inadequado da sinusite pode torná-la crônica.

Por: AgComunicado