Saúde Mental é sinônimo de bem-estar


Relatório da OMS alerta para a necessidade de focar no bem estar mental desde a infância

Saúde mental não é simplesmente a ausência de transtornos mentais, mas trata-se do bem-estar de uma pessoa consciente de suas próprias habilidades, de enfrentar o estresse cotidiano, trabalhar de forma produtiva e frutífera e ser capaz de contribuir para com a sociedade.

No mês dedicado à saúde mental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um alerta sobre as condições em que a saúde mental se encontra no mundo. Na maioria dos países, especialmente naqueles “em desenvolvimento”, os serviços de saúde mental sofrem com a grave escassez de recursos, tanto humanos como financeiros. Para esta importante organização, é preciso promover a saúde mental desde a infância, de forma a garantir às crianças um início de vida saudável e prevenir transtornos mentais na idade adulta.

Segundo a OMS, uma em cada quatro pessoas precisará de cuidados de saúde mental em algum momento de sua vida. Abaixo, algumas constatações importantes que nos levam à reflexão:
 
Cerca de metade das doenças mentais se manifesta antes dos 14 anos. Estima-se que aproximadamente 20% das crianças e adolescentes em todo o mundo têm distúrbios ou transtornos mentais;
A depressão se caracteriza pela tristeza e perda de interesse, acompanhados por sintomas físicos, de comportamento e psíquicos, como falta de apetite, problemas de sono, ansiedade e irritabilidade. Em todo o mundo é a principal causa de incapacidade;
Em média, 800 mil pessoas cometem suicídio a cada ano, sendo 86% em países de baixa e média renda. Mais da metade se mata com idade entre 15 e 44 anos. As maiores taxas de suicídio ocorrem entre os homens na Europa Oriental. Os transtornos mentais, uma das principais causas de suicídio, são tratáveis;
As guerras e outras grandes catástrofes têm um forte impacto sobre a saúde mental e o bem-estar psicossocial. A incidência de transtornos mentais tende a duplicar nessas situações;

O enorme estigma ligado à doença mental e à discriminação dos pacientes e suas famílias faz com que não procurem atendimento.

É preciso tomar atitudes. Os transtornos mentais, neurológicos e devido ao uso de substâncias como drogas e álcool interferem significativamente na capacidade de aprendizagem de crianças e na vida dos adultos, seja na família, no trabalho e na comunidade. Estes distúrbios, ainda, são fatores de risco para atrair outros problemas graves de saúde que necessitarão tratamentos e uso de medicamentos especiais, talvez, por toda a vida.


Por: AgComunicado