Saúde expande ações contra hanseníase no País


Doença tem cura e tratamento é gratuito em qualquer unidade de saúde do SUS

 

Uma doença estigmatizada durante séculos, contra a qual o Brasil e o mundo ainda lutam para erradicá-la. Por este motivo, o Ministério da Saúde vem realizando uma série de ações com a finalidade de diminuir o número de casos: mais verba, mais informação, mais medicamentos para tratar a hanseníase, popularmente conhecida como lepra. 
 
Os esforços vêm surtindo efeitos, pois o país registrou uma queda de 15% no número de casos novos entre 2010 e 2011. Em 2011 foram registrados 30.298 novos casos, com 15,88 casos novos por 100 mil habitantes. Em 2010, foram 18,22 por 100 mil habitantes, correspondendo a 34.894 casos novos da doença no país. Considerada um problema de saúde pública, a hanseníase não faz distinção entre os sexos, mas é maior sua presença entre os homens, e rara na infância. 
 
O Plano de Eliminação da Hanseníase, estabelecido pelo governo em 2011, tem como meta registrar - até 2015 - menos de um caso de hanseníase para cada grupo de 10 mil habitantes. Para setembro já está programada a Semana Nacional de Mobilização contra a Hanseníase, com o lançamento de uma campanha publicitária cuja finalidade é promover mais informação a respeito da doença para acabar com o preconceito e o estigma. 
 
Doença infecciosa e contagiosa, a hanseníase compromete a pele e os nervos das mãos, braços, olhos, pés, orelhas e nariz. Causada pelo Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, instala-se no organismo e se multiplica, porém, lentamente. Entre o contágio e o aparecimento dos primeiros sintomas podem passar de dois a cinco anos. 
 
Os sintomas compreendem o aparecimento de manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo. Não coçam nem provocam dor, mas diminui a sensibilidade ao toque, ao calor ou frio. Costumam causar também formigamento e adormecimento da região acometida. 
 
O diagnostico é simples: basta um exame físico. O tratamento é longo – de seis a 18 meses - e inclui a poliquimioterapia (PQT), que consiste no uso de medicamentos com administração associada. A realização de exercícios específicos, sob orientação de um especialista, para prevenir as incapacidades físicas, completa o tratamento. 
 
A hanseníase tem cura. Porém, quanto mais demorado for o diagnóstico, maior o número de complicações e lesões que acabam por levar à incapacidade física. Ao perceber algum sinal diferente na pele, não se automedique. Procure o quanto antes atendimento médico no serviço de saúde mais próximo.
 
Por: AgComunicado