São várias as mudanças no corpo da mulher durante a gravidez


Alterações vão muito além de enjoos e desejos.

O organismo feminino naturalmente sofre diversas alterações hormonais e físicas ao longo da vida. O início da puberdade, com a chegada da primeira menstruação e a famosa tensão pré-menstrual (TPM), é um dos grandes exemplos. Já na fase fértil, quando ocorre a gestação, acontecem várias mudanças importantes no funcionamento do corpo feminino, acompanhadas de inúmeras sensações ao longo das (geralmente) 40 semanas. Quando a gravidez é vivida saudável e plenamente, as alterações são vivenciadas de uma forma mais leve.
 
Desde o início da gravidez, o corpo da mulher se prepara para ajudar no crescimento do embrião. As mudanças já começam a ser percebidas nas primeiras semanas da gestação. Além dos enjoos, a mulher que se encontra no primeiro trimestre da gravidez costuma apresentar seios inchados e doloridos, retenção hídrica e sonolência. Esses efeitos são provocados pelo aumento do hormônio específico da gravidez (beta HCG) no organismo. Também ficam alterados os funcionamentos normais do estômago e intestino, que passam a trabalhar mais devagar. É como se o corpo passasse a reter os alimentos por mais tempo, a fim de promover o aproveitamento máximo dos nutrientes – que são em primeiro lugar destinados ao bebê em formação. Além do hormônio da gestação, o corpo sofre aumentos acentuados da prolactina, estrogênio e progesterona ao longo das 40 semanas.
 
A retenção de líquidos e inchaço nas pernas e mãos são sentidos ainda com mais força no segundo trimestre da gestação. A prisão de ventre é intensificada, sendo recomendada a ingestão de líquidos em abundância e alimentos ricos em fibra. É nessa fase, após a 20ª semana, que o volume da barriga desalinha o centro de gravidade do corpo, fazendo com que a mulher projete seu tronco para trás e comece a andar com as pernas mais afastadas. Aparecem dores nas costas e dormir só fica possível de lado. Durante toda a gestação, a mulher deve usar filtro solar com fator máximo de proteção para tentar evitar o aparecimento de manchas no rosto. 
 
Apesar da impressão de tudo ficar muito difícil – e em alguns casos específicos, realmente fica – a gestante em geral aguarda seu bebê com muito afeto e sente uma enorme gratificação em passar por cada uma das mudanças naturais dessa fase. Ela não deve começar a exagerar na quantidade dos alimentos – não precisa comer por dois. Deve comer cerca de 30% a mais do que o normal para suprir as necessidades do bebê. A preocupação com a qualidade dos alimentos deve ser máxima,  sem dúvida. Os “desejos” devem ser controlados para não haver um aumento de peso desnecessário, além do normal.
 
Já na reta final, no terceiro trimestre, as grávidas que recorreram à prática de exercícios apropriados para aliviar a tensão do corpo, e principalmente das costas, como a hidroginástica, passam a sentir cada vez menos disposição para se exercitarem. Nessa fase também são comuns as queixas de incontinência urinária, azia e dificuldades respiratórias. Qualquer medicamento só pode ser tomado sob expressa prescrição médica, mesmo os aparentemente inofensivos, como analgésicos.
 
O acompanhamento médico e a realização dos exames pré-natais são imprescindíveis para a saúde da mamãe e do/s bebê/s.
 
Por: AgComunicado