Saiba como identificar um quadro de esquizofrenia


Esse transtorno psiquiátrico merece a atenção de familiares e amigos.

Um transtorno mental que torna difícil a distinção entre experiências reais e imaginárias, e que provoca desordens de pensamento, dificuldade de se relacionar, falsas ideias de vozes e visões. Esse é o quadro de uma pessoa que sofre de esquizofrenia, uma doença que não possui uma causa única, mas diferentes desencadeadores genéticos e ambientais. Segundo dados do Instituto Neurociências e Comportamento (INEC), a esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico que acomete aproximadamente 1% da população mundial, manifestando-se em geral na adolescência ou no início da fase adulta.
 
Descrita pela primeira vez como doença no século XIX pelo psiquiatra alemão Emil Kraepelin, a esquizofrenia tem se tornado cada vez mais alvo de estudos e pesquisas, diante da série de casos divulgados pela mídia de pessoas em estado de crise esquizofrênica.
 
Alguns pesquisadores acreditam que fatores ambientais podem influenciar no desenvolvimento da esquizofrenia em pessoas que, geneticamente, já apresentam risco da doença. Uma infecção ainda no útero ou experiências psicológicas estressantes podem, por exemplo, aumentar os riscos de a pessoa desenvolver os sintomas característicos da esquizofrenia em algum momento da vida.
 
A atenção dos familiares, amigos e pessoas próximas é fundamental para detectar a alteração de comportamento. No início da esquizofrenia, notam-se alterações repentinas de humor e distanciamento do convívio social. Apatia e movimentos catatônicos são percebidos. E, por fim, a confusão entre o real e o imaginário, ou alucinações.
 
O diagnóstico da esquizofrenia é estritamente clínico, não havendo exames que apontem seus sinais. No entanto, eles não são dispensáveis. A realização de exames que mapeiam o sistema neurológico é necessária para eliminar hipóteses de outros quadros, reforçando as características clínicas e o diagnóstico.
 
O tratamento mais eficaz apontado pelos médicos especialistas é através dos medicamentos antipsicóticos, que controlam a quantidade de substâncias químicas do cérebro e ajudam a amenizar os sintomas. Também recomenda-se a associação do tratamento medicamentoso ao psicológico. 
 
Por: AgComunicado