O que você precisa saber sobre a pílula anticoncepcional


Ginecologista dá algumas recomendações para quem deseja utilizar o método

A pílula anticoncepcional é um dos métodos mais utilizados por mulheres para prevenir uma gravidez indesejada. Contudo, ainda há muitas dúvidas e alguns mitos relacionados ao uso da pílula.

As pílulas compostas por estrogênio e progesterona sintéticos são as mais utilizadas, pois são bem semelhantes aos hormônios produzidos pela mulher. Esse método atua mantendo a concentração constante desses hormônios, impedindo a ovulação.


O método é eficaz e garante proteção, porém, nem todas as mulheres podem fazer uso do contraceptivo. “O hormônio deve ser evitado em pacientes com história de trombose ou distúrbios vasculares e circulatórios prévios, diabéticas e portadoras de tumores hepáticos e mamas. Por isso, essa medicação deve ser prescrita pelo ginecologista após minuciosa consulta e realização de exames complementares”, explica o ginecologista e mastologista Gustavo Ventura, membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

“Como há disponível muitas opções contraceptivas, essa escolha deve ser partilhada entre médico e paciente e deve se levar em consideração as escolhas pessoais, alterações orgânicas, presença de alterações nos exames complementares”.

Em relação aos contraceptivos injetáveis, o médico explica que a pílula apresenta a vantagem de apresentar menos efeitos colaterais. “Em geral as pílulas apresentam menor dose e com isso menos irregularidade menstrual e menos retenção de líquidos”, explica.

Muitas pessoas acreditam que o uso contínuo de contraceptivos, seja de forma oral ou injetável, pode contribuir para a infertilidade ou atrapalhar uma futura gravidez, mas o médico explica que esse é um mito muito difundiso entre as mulheres e que, pelo contrário, a pílula possui a função de proteger a fertilidade, visto que auxilia na prevenção de doenças como a endometriose, que é uma das principais causas de infertilidade.

Por outro lado, o médico adverte que um dos maiores riscos no uso das pílulas anticoncepcionais é o aumento nas chances de desenvolver trombose ou outras doenças, principalmente em caso de obesidade, histórico familiar e tabagismo. “O risco de trombose e outras adversidades podem existir desde o primeiro dia de uso da medicação”, alerta o médico. 

“Quando há efeitos colaterais excessivos ou irregularidade menstrual, deve-se considerar a pausa da medicação”.

 

Dr.Gustavo Ventura, médico ginecologista e mastologista, Membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia e da Sociedade Brasileira de Mastologia, atua em oncologia mamária e cirurgia reconstrutora da mama

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: 

FEBASGO – Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetricia - Anticoncepcional: dúvidas e cuidados. Disponível em: http://www.febrasgo.org.br/site/?p=11824

Vanessa Ferreira