Riscos da compulsão por comida e fome exagerada


Consumir alimentos como pães, doces e frituras sem controle, pode causar dependência e estimular a compulsão por alimentos.

 
A compulsão por comida pode estar diretamente relacionada a alterações de humor, sintomas de ansiedade e agressividade. Os alimentos ricos em açúcar e gordura, tendem a fornecer altas densidades energéticas e ao consumi-los, nosso organismo cria uma sensibilidade à determinadas substâncias, de forma que, se não forem supridas, influenciam os comportamentos.
 
O excesso de apetite está ligado ao sistema chamado nutri-neurometabólico de homeostase, que regula os núcleos de saciedade e determina a presença dos distúrbios alimentares. O desequilíbrio desse sistema, reduz a capacidade do corpo de queimar gordura. Por conta disso, a sensação de querer consumir alimentos específicos em quantidades exageradas, está diretamente relacionada a transtornos psiquiátricos, carências nutricionais e problemas hormonais. 
 
Os baixos níveis de seratonina no organismo, sinalizam a necessidade de um determinado nutriente e isso que favorece o apetite por carboidratos e triptofano. Que podem ser encontrados em pizzas, leites e derivados, grãos integrais, ovos, frutas oleaginosas, entre outros alimentos. 
 
Essa compulsão por alimentos geralmente é mais comum, em pessoas que seguem dietas rigorosas ou que cortaram bruscamente, o consumo de determinados alimentos. O mais importante é atentar aos sintomas que essas pessoas podem apresentar ao consumir esses alimentos, pois nem sempre o anseio por um prato, tem relação somente com a sensação de prazer. Alguns alimentos podem favorecer a sensação de ansiedade, aborrecimento ou até mesmo, depressão. 
 
O abuso desses alimentos, na hora do apetite insaciável, pode acarretar em obesidade, diabetes, aumento da pressão arterial e doenças cardiovasculares. O mais recomendado é identificar quais alimentos que causam essa compulsão. Dentre os mais comuns estão: sal, refrigerantes, café, chocolate e gordura. A partir do momento em que os indivíduos controlam a quantidade de ingestão desses alimentos, é mais fácil substituí-los por outros mais saudáveis. Especialistas recomendam consumir a quantidade adequada, sem exageros, em medidas que satisfaçam o organismo, sem prejudicar a dieta.