Remédios para psicose afetam pacientes com Parkinson


Síndrome de Parkinson se caracteriza por tremores, rigidez e instabilidade postural

As conclusões de uma pesquisa divulgada no "Journal of the American Medical Association", e que analisou informações de mais de 2 mil pacientes com doença de Parkinson e psicose nos Estados Unidos, revelam que metade desses pacientes são prejudicados pelos remédios antipsicóticos prescritos pelos médicos. As drogas levam a uma piora no quadro, não têm eficácia provada no combate à psicose e ainda elevam o risco de morte.

Cerca de 60% dos parkinsonianos desenvolvem quadro de psicose. Isso se relaciona ao envelhecimento, ao próprio uso de remédios para tratar o Parkinson, à doença em si e à depressão que pode acometê-los.  A pesquisa indica que há um medicamento, chamado clozapina, que é eficaz para tratar a psicose, mas muito pouco prescrito. É que sua utilização requer exames todas as semanas, devido ao seu potencial de reduzir a quantidade de glóbulos brancos no paciente. O custo desse remédio também é alto.

Outros remédios, como a olazapina e a quetiapina, são seguras e não pioram os sintomas do Parkinson. Porém, não parecem ser eficazes. S

Neurologistas acreditam que o tratamento da psicose em parkinsonianos deve envolver ajustes e trocas nas medicações.

A síndrome de Parkinson se caracteriza por tremores, rigidez e instabilidade postural. A causa mais comum é a condição neurodegenerativa conhecida como doença de Parkinson. O parkinsonismo pode também ser provocado por doenças metabólicas, toxinas e condições neurológicas.

Já a psicose é um quadro de patologia psicológica. É um estado da mente no qual existe uma perda de noção da realidade. Seus sintomas durante a crise incluem delírios, alucinações, desorganização da mente, pensamentos paranoicos e desorganizados, inquietude psicomotora, angústia intensa e insônia severa.  Uma gama de estressores do sistema nervosos podem causar sintomas semelhantes, porém não iguais ao da psicose.

Por: AgComunicado