Remédio para o Coração Associado com Risco de Câncer


Veja que medicamento é este!

Uma droga conhecida como amiodarona, usada para tratar irregularidades no batimento cardíaco, pode aumentar o risco de uma pessoa de câncer, de acordo com uma nova pesquisa publicada na revista Câncer. O estudo revela que o risco aumentou significativamente, e é mais prevalente em homens e em pessoas que tomam doses maiores de amiodarona.
 
 
Amiodarona foi aprovada para utilização em 1985 para o tratamento de arritmias, ou batimentos cardíacos irregulares. O medicamento é solúvel em gordura, e reparte-se lentamente, deixando grandes quantidades a acumular-se em tecidos moles, após um período de tratamento de longo prazo.
 
 
Estudos anteriores indicaram que amiodarona pode elevar o risco de certos tipos de câncer, no entanto, nenhum estudo em grande escala tem investigado esta questão. Amiodarona é geralmente prescrito para evitar arritmias potencialmente fatais, como taquicardia ventricular ou fibrilação ventricular - o que pode causar parada cardíaca. A taquicardia ventricular é uma condição em que as câmaras superiores do coração batem muito rápido e quando essas câmaras não batem na sequência correta (fibrilação ventricular). 
 
 
O estudo foi conduzido pelo Dr. Vincent Yi-Fong Su, médico do Hospital Geral de Veteranos Taipei, em Taiwan, e seus colegas, que examinaram 6.418 pessoas que tomaram a droga e os acompanharam por, pelo menos, 2,57 anos. Dos participantes, 280 desenvolveram câncer. Os pesquisadores obtiveram dados da National Health Research Database Taiwan Seguros. Os pacientes foram envolvidos e tratados com amiodarona, entre 1997 e 2008. Pacientes do sexo masculino, bem como os receberam dose diária de amiodarona no primeiro ano tiveram um risco elevado de desenvolver câncer.
 
 
Os cânceres associados com amiodarona foram: pulmão, ovários, próstata, fígado, sistema digestivo e cólon. O Dr. Vincent Yi-Fong concluiu: "Ao prescrever amiodarona, os médicos precisam ter em mente que este medicamento pode aumentar o risco de câncer”.
 
Henrique Torres