Recomendações importantes em casos de adoção da dieta Crudivegana


Especialista explica que se trata de uma dieta minuciosa e que requer apoio profissional

Cada vez mais pessoas se rendem ao vegetarianismo e crudivorismo, mas diferente do que muitas pessoas podem pensar, não basta radicalizar na dieta, é preciso seguir os passos certos, sem pressa e o mais importante, com sabedoria.

O artigo Sete erros comuns na alimentação crudívora, apresenta alguns dos erros mais corriqueiros ao se adotar uma dieta crudívora, dentre eles está o de mudar a dieta alimentar, mas não mudar os demais hábitos... Atividades físicas, tomar banhos equilibrados de sol, descansar adequadamente, entre outros, fazem parte de um estilo de vida saudável.

A especialista em Nutrologia, Luiza Savietto, explica que é importante traçar objetivos em relação à dieta crudívora, do ponto de vista nutricional e médico. Em atendimento médico, a especialista relata que muitas pessoas admitem que após seguir uma dieta baseada em alimentos vivos, tiveram uma melhora importante na saúde, mas em longo e médio prazo, algumas pessoas relatam que ocorreu perda de energia: 

“E isso pode de certa forma ser injusto com a filosofia da alimentação viva porque isso nem sempre pode ser por conta da dieta em si, como alguns profissionais podem alegar para os seus pacientes, o médico pode dizer que essa alimentação não tem fundamento e causou o problema. Mas acho que isso está mais ligado ao metabolismo em si, à saúde em si e aos processos fisiológicos.”

A especialista acrescenta que é fundamental que a pessoa observe o que está ocorrendo no próprio corpo, não apenas na parte alimentar, mas no estilo de vida, na conduta diária consigo mesma, isso porque não se deve considerar apenas a parte alimentar, já que não são apenas os alimentos que geram as sensações físicas e emocionais, mas sim, a maneira como o ser humano em totalidade está “funcionando”.

O artigo Então, o que é raw food? explica que a dieta baseada especialmente no consumo de alimentos crus, propõe um aproveitamento máximo dos nutrientes presentes nestes alimentos, o que se enquadra no conceito de “comida energética”, de certa forma é um tipo de dieta desafiadora, já que se tem estudado diversas formas de melhor aproveitar os alimentos de origem biológica de maneira a compor uma dieta além de saudável, deliciosa ao paladar.

A especialista destaca que em casos de alimentação viva, por exemplo, é fundamental adotar o hábito da ingestão pela manhã, de suco coado sem fibras, feito com folhas, legumes e frutas. Esse hábito, segundo ela, auxilia na otimização da absorção de nutrientes destes alimentos, sem a presença das fibras: “Por mais que as fibras sejam muito boas para a dieta, como todos sabem, existem momentos em que somente a substância dos vegetais sem a parte indigerível deles, é importante para a absorção eficaz.” A nutróloga acrescenta que muitas pessoas têm o hábito de consumir vários tipos de grãos e cereais e isso dificulta a pessoa a descobrir a singularidade, o próprio processo ao se alimentar, que é único.

“Cada um tem uma individualidade, e isso é mais facilmente observado pontualmente falado, quando se sabe de onde está vindo esse problema, “eu tenho dificuldade de digerir o grão-de-bico germinado”, não há como saber se eu ingerir tudo ao mesmo tempo, então é importante setorizar essa alimentação”, esclarece.

A médica acrescenta que é importante não consumir todos os grupos de alimentos de uma vez, porque isso não auxiliará no ganho de vitalidade, o que valerá sempre será a qualidade da alimentação e não a quantidade de alimentos.

Dar ao corpo um tempo de abstinência de determinados grupos de alimentos é importante e segundo a especialista a pessoa poderia escolher ficar, por exemplo, dois dias sem consumir grãos e neste período se alimentar apenas de vegetais e frutas.

A médica explica que a suplementação natural é bem-vinda e pode ser feita por meio de superalimentos, e pode ser útil já que o corpo assimilará melhor esse nutriente, como é o caso das algas, que podem ajudar na suplementação de micronutrientes, e também da spirulina ou da chlorella.

“A dieta crua, se corretamente modulada e corretamente gerenciada, só tem a agregar para o organismo, pela riqueza de fontes nutricionais que ela tem, tanto em princípios ativos vegetais, diferentes antioxidantes, enzimas, mas deve ser realizada com muita responsabilidade”, salienta.

A especialista também destaca que em caso de doença crônica existente e do desejo da pessoa de tratar o problema por meio da dieta, é fundamental a procura por um profissional especializado que saiba modular tanto os aspectos da doença existente, quanto os detalhes da alimentação, para que seja eficaz:

“Se você tem sinais ou sintomas de qualquer magnitude de que está sentindo que o corpo não está funcionando muito bem, é importante investigar, contatar um profissional que possa acompanhar, ver se há uma demanda de nutrientes ou uma deficiência de nutrientes maior, que possa causar problemas futuros.”

O importante é saber que se há o desejo da realização da dieta baseada em alimentação viva, é essencial a procura de orientação especializada, para que de fato, haja benefícios à saúde.


 

 

Dra. Luiza Savietto - Médica especializada em Nutrologia 

 

 


Fontes

Semav. Semana da Alimentação Viva.

Sete erros comuns na alimentação crudívora. Sítio Veg: www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=1056&Itemid=117

Então, o que é raw food? Raw Experience: rawveganexperience.com/o-que-e-a-raw-food

Daiana Barasa