Qual o melhor peeling para cada tipo de pele?


Avaliar o fototipo cutâneo e a exposição solar que a pele recebe são considerações importantes

Os peelings são procedimentos estéticos conhecidos por proporcionar inúmeros benefícios para saúde e beleza da pele. Hoje já existem diversas técnicas que visam a necessidade de cada paciente, de acordo com a idade, tipo de pele e hábitos em relação a exposição solar. 

A fisioterapeuta dermatofuncional, Dra. Monaliza Cavalcante, explica que para realizar o peeling com segurança alguns aspectos precisam ser muito bem avaliados, como o fototipo cutâneo levando em conta as considerações de Fitzpatrick  e principalmente, se a paciente faz o uso diário do filtro solar. Leia também: Como reduzir a oleosidade da pele?

“Os peelings são classificados entre os mais superficiais, médio e profundo. O peeling superficial pode ser realizado uma vez na semana. Embora seja visto, como um método pouco eficiente, o peeling superficial é o mais seguro, indicado para pessoas que moram em regiões em que as temperaturas são elevadas e recebe bastante luminosidade durante todo o ano”, recomenda. 

Em 1976 Tomaz Fitzpatrick apontou algumas características quanto a coloração e sensibilidade de diferentes tipos de pele, assim como a reação à exposição solar. Essa classificação é bastante utilizada por profissionais em estética e dermatologistas para avaliar a pele que irá receber o peeling. As considerações são:


1-    Branca- essa pele sempre irá queimar, nunca bronzeia e apresenta muita sensibilidade;
2-    Branca- sempre queima, bronzeia pouco e apresenta sensibilidade ao sol;
3-    Morena clara- queima (moderadamente), bronzeia (moderadamente) e apresenta sensibilidade normal ao sol;
4-    Morena moderada- queima (pouco), sempre bronzeia, sensibilidade normal ao sol;
5-    Morena escura- queima (raramente), sempre bronzeia, pouco sensível ao sol;
6-    Negra- nunca queima, totalmente pigmentada, insensível ao sol.

De acordo com a dermatologista pacientes com a pele escura costumam possuir mais melanina, portanto o peeling não pode ser agressivo, pois a pele pode reagir produzindo ainda mais melanina. “Pessoas de pele mais clara também vão ter a pele muito sensível, então é preciso cuidado na hora de aplicar o peeling, pois pode levar a um processo inflamatório crônico”, alerta a médica.

Pele: o maior órgão do corpo humano merece cuidados 

Avaliando o fototipo cutâneo é possível encontrar os componentes ideais para cada paciente. Peles, negras e morenas, por exemplo, recebem melhor aceitação do ácido mandélico. O agente é composto por extratos de amêndoas amargas e possui alto peso molecular, tornando-o seguro e diminuindo as chances de hiperpigmentações.

Diferentes tipos de peeling

A dermatologista lista alguns tipos de peeling disponíveis nas clínicas de estética, como físico, mecânico, biológico, tecnológico e químico. Como exemplo de peeling mecânico a especialista aponta os pellings realizados por microesferas de polietilenoglicol ou com auxílio de sementes trituradas que fazem atrito sobre a pele.

 “Há também os pellings mecânicos por equipamentos, como no caso do peeling de cristal ou diamante, bastante conhecido no setor de estética”, aponta. 

Os esfoliantes biológicos também atuam como peelings, considerados tendência no setor, sugere a dermatologista: “Podemos utilizá-lo tanto no pré-pelling, como no pós-peeling. Um bom exemplo são os extratos de romã, abacaxi, semente de abóbora e o Renew Zyme que é o extrato da romã”, acrescenta. 

Há também os esfoliantes tecnológicos que atuam junto ao peeling químico, como o Revinage e o ácido retinóico, ambos não podem ser aplicados em peelings superficiais. A dermatologista explica que para obter um excelente resultado no pós e pré-pelling a hidratação profunda da pele é essencial: 

“Uma pele mais hidratada vai gerar maior profundidade desse pelling, maior eficácia, menor grau de irritação , menor efeito rebote, por isso menos risco, então quanto mais hidratada a pele estiver melhor vai ser o resultado do seu peeling”, ressalta 
 

Como exemplo a especialista cita o clássico ácido salicílico que é um tratamento para o objetivo de descamar a pele e muito aplicado para tratar casos de oleosidade e acne. “Nesse caso irá ocorrer maior ação comedolítica”, explica. A ação comedolítica atua no combate a produção do sebo e ajuda a prevenir a acne. 

 

Dra. Monaliza Cavalcante, dermatologista

Especialista em fisioterapia dermatofuncional, participação no CONASEF (Congresso Nacional de Saúde e Estética). 

 

Referências:

http://www.negocioestetica.com.br/peelings-quimicos-e-fototipos-cutaneos/

Juliana Rodrigues