Produtos para tratar a acne com ácido salicílico trazem resultados positivos


É preciso estar atento, porém, aos casos de possível alergia

 

Um dos medicamentos mais receitados, desde sua descoberta em 1899, o ácido acetilsalicílico, conhecido também como aspirina ou pela sigla AAS - que o tornou mundialmente conhecido – costuma ser utilizado, normalmente, para combater a febre e a dor. Mas a indústria da beleza descobriu outras utilidades para esta importante substância que vão além do uso médico e alcançam o estético. O ácido acetilsalicílico vem sendo muito usado para combater a acne, a dermatite seborreica, a caspa, a ictiose e até a psoríase.  
 
Pesquisadores americanos descobriram que este ácido é um beta hidroxiácido que  possui propriedades esfoliantes e antimicrobianas. Com o avanço da idade, a esfoliação natural da pele vai diminuindo, levando ao acúmulo de células mortas. Usá-lo de forma contínua afina a camada espessa da pele, dificultando a sua contaminação por fungos e bactérias. Ajuda a regular a oleosidade, traz de volta o brilho e a suavidade à pele, além de ser um potente anti-inflamatório. 
 
Minutos após a aplicação do ácido acetilsalicílico, é comum que ocorra um intenso ardor na região, devido à precipitação dos sais, mas ele logo diminui. Ao término da aplicação, a  pele deve ser lavada cuidadosamente. Os especialistas recomendam o uso deste produto uma vez por semana, mas atenção: pessoas com alergia ao ácido acetilsalicílico não devem usar produtos com elaborados com esta substância. Isso porque uma manifestação alérgica pode ocorrer tanto quanto a ingestão da substância quanto com o 
uso tópico. 
 
A intoxicação pelo acido acetilsalicílico pode causar sérios danos, como afetar o sistema nervoso central, ou provocar hipoglicemia, perda de potássio, erupções na pele e hemorragia gastrintestinal. Zumbido no ouvido, enjoo, vômito, distúrbios na visão e tontura podem também indicar alergia ao ácido acetilsalicílico. Em casos mais graves, chegam a ocorrer tremores, delírios e até coma. 
 
Nestes casos, o tratamento dependerá dos tipos de sintomas e o quanto a saúde foi comprometida. Por isso a importância em conhecer o produto a ser aplicado sobre a pele. Cabe ao dermatologista indicar os produtos adequados para tratar da pele. Não se automedique. 
 
Por: AgComunicado