Probabilidade de desenvolver AVC aumenta com lúpus e artrite


Portadores dessas enfermidades maior propensão a ter um tipo de arritmia

De acordo com uma pesquisa da Universidade do Arkansas, nos Estados Unidos, os pacientes de artrite reumatoide e lúpus correm risco maior de desenvolver fibrilação atrial, que é uma das causas de AVC – acidente vascular cerebral.

As pessoas que sofrem com a fibrilação atrial tem um problema cardíaco. O coração não contrai adequadamente, favorecendo a composição de coágulos. Estes, ao se soltarem do coração, podem entupir artérias em diferentes partes do corpo. Esse é o motivo por trás de aproximadamente 15% dos acidentes vasculares cerebrais.

Os estudiosos salientam que é importante descobrir o que gera o problema quando há aumento na incidência dessa arritmia cardíaca. O risco aumenta com a idade mais avançada e as pessoas vivem cada vez mais. Com isso,  é provável que haja um aumento significativo de idosos com fibrilação atrial nos próximos anos.

Dentre os sintomas da fibrilação atrial estão palpitação, falta de ar, cansaço, tontura, desmaio e dor no peito. De acordo com a American Heart Association, mais de 2 milhões de americanos sofrem com o problema. Não há dados para o Brasil; a estimativa é de que 10% dos idosos com mais de 70 anos sofram desse tipo de arritmia.

Par conduzir o levantamento, os pesquisadores trabalharam com a hipótese de que artrite reumatoide e lúpus poderiam estar relacionados ao aparecimento da fibrilação atrial, uma vez que ambas são enfermidades autoimunes e que provocam inflamações. Mais de 400 mil pacientes acima de 65anos participaram da pesquisa.

Os resultados demonstraram que a frequência desse tipo de arritmia cardíaca foi 1,6 vezes maior dentro as pessoas diagnosticadas com uma das duas doenças autoimunes, representando um risco 60% maior.

Fonte:    O Estado de S. Paulo