Primeira vacina contra esquistossomose é desenvolvida por cientistas brasileiros


Acredita-se que em três ou quatro anos a vacina seja disponibilizada à população.

Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz desenvolveram a primeira vacina no mundo contra esquistossomose, conhecida como barriga d'água e causada por um parasita. Foram mais de 20 anos de pesquisas no laboratório até poder testar a vacina em seres humanos. Apesar de serem necessários novos testes, os pesquisadores estão otimistas e acreditam que daqui três ou quatro anos a vacina estará disponível para a população, podendo fazer parte do calendário de vacinação nas áreas de maior incidência.

 A vacina foi batizada de Sm14, nome da proteína que o verme Schistossoma mansoni – causador da doença – usa para realizar um de seus processos essenciais para sobreviver. O funcionamento da vacina contra a esquistossomose no organismo também é eficaz no combate a outro verme, a Fasciola hepatica, raro em humanos, mas que ataca rebanhos bovinos, ovinos e caprinos.

 Segundo dados do Ministério da Saúde, a esquistossomose atinge cerca de 200 milhões de pessoas no mundo, sendo 2,5 milhões delas só no Brasil. A transmissão ocorre, na maioria dos casos, em locais sem saneamento básico e/ou com água doce parada.

 Quando infectada, a pessoa apresenta sintomas como coceiras, dermatites, dores de cabeça, febre, enjoos, além da dilatação do abdômen (nos casos graves não frequentes). O tratamento baseia-se em medicamentos antiparasitários, porém a reinfecção é frequente visto que a doença é predominante em áreas de baixa infraestrutura sanitária. Com a vacina, o corpo humano produz anticorpos que entram em ação quando a pessoa é infectada, fazendo a molécula parar de funcionar, matando o parasita.

Enquanto a vacina ainda não é produzida e disponibilizada à população, os adultos devem se atentar às outras previstas na carteira de vacinação e nas campanhas nacionais de prevenção. Entre elas encontra-se a contra tétano, caxumba, sarampo, rubéola, hepatite B, pneumonia e HPV.

Importante é estar em dia com a saúde e vibrar com mais uma descoberta brasileira!

 

Por: AgComunicado