Por que os homens têm mais predisposição a sofrerem parada cardíaca?


Hábitos alimentares e forma de lidar com estresse são alguns dos fatores que desencadeiam esse quadro; saiba mais sobre o tema

Estatísticas dos últimos anos atestam que após os 40 anos, existe um risco maior de haver parada cardíaca entre os homens, segundo dados do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo. Em resumo, isso ocorre entre eles, especialmente, por causa de hábitos de vida, como alimentação irregular, dentre outros fatores, como pontua o cardiologista e clínico geral Abrão Cury. 

O especialista  menciona  que esse indicativo se deve ao fato do homem manter uma dieta menos saudável em relação aos hábitos alimentares da mulher.  Além disso, eles ainda tendem a buscar com menos frequência orientação médica. 

"Devemos lembrar também que o homem lida com o estresse de forma diferente e suas emoções levam ao aumento da pressão arterial", destaca. Esse panorama, de certa forma, tende a contribuir para que eles desenvolvam doenças cardiovasculares com mais facilidade. 

E como se prevenir? Para o especialista, é fundamental evitar obesidade, cigarro, além de adotar uma vida mais saudável, com prática de atividade física regular. O diabetes também é um fator que contribui para o cenário, por isso, é essencial manter controlado o nível de açúcar no sangue. O cardiologista ainda destaca a necessidade de reduzir o estresse, além do consumo de sódio, açúcar e gordura. 

Complicações cardíacas na infância

De acordo com Instituto Pensi, as crianças podem ter cardiopatia congênita, que surge durante a gestação. Em casos em que vigora maior tendência em desenvolver complicações cardíacas, por causa do histórico familiar, o indicado é priorizar a prevenção, desde a infância. 

Preocupada com esse cenário, a pedadoga Alessandra Menezes, 34, afirma que mantém em sua casa uma dieta rigorosa e balanceada desde o nascimento do filho Miguel, de 7 anos. "Essa ideia partiu de uma amiga, que havia comentado na época sobre a importância em cultivar hábitos saudáveis desde a infância, levando em consideração também os casos de problemas do coração em minha família. Então, quando o meu filho nasceu, decidi adotar essa mudança. O meu marido e eu, inclusive, passamos a consumir mais produtos saudáveis", destaca. 

No cardápio diário na residência da família o açúcar tradicional foi substituído pelo tipo mascavo, além disso, refrigerantes e frituras estão proibidos. "Eu recebo algumas críticas de pessoas que dizem que estou privando o meu filho de consumir alimentos que toda criança gosta. O que eu digo a todos, é que esses hábitos inadequados foram adotados pelas pessoas, visando praticidade, mas não tínhamos a informações que temos hoje e noção de quanto existem alimentos prejudicais ao corpo, saúde e nossa mente também. ´Por isso, não abro mão de uma vida saudável", afirma. 


Abrão Cury - cardiologista

Referências:

HCor – Hospital do Coração - http://www.hcor.com.br/default.aspx
Instituto Pensi - http://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/doencas-cardiacas-e-a-infancia/

Letícia Veloso