Poluição do ar pode estar relacionada a ataques cardíacos


Uma pesquisa americana apontou que a poluição do ar está diretamente relacionada ao risco de derrames e infartos.

 
De acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos, a exposição à poluição do ar, pode estar relacionada com ataques cardíacos e derrames, elevando o risco de aterosclerose e obstrução das artérias. 
 
Os pesquisadores descobriram que a exposição em longo prazo, à poluição, está associada um engrossamento mais rápido, das camadas internas da artéria carótida comum, responsável por bombear e fornecer sangue para a cabeça, pescoço e cérebro. Outra questão descoberta também foi que a espessura dos vasos sanguíneos, teve uma progressão mais lenta. Essa espessura de vasos indica a quantidade de aterosclerose presente nas artérias e em todo o corpo, até mesmo entre pessoas que não apresentam sintomas evidentes da doença cardíaca.  
 
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores acompanharam cerca de 5.360 pessoas com idades entre 45 e 84 anos e que não apresentavam nenhuma doença cardíaca. Por meio de um ultrassom, os pesquisadores vincularam os índices de poluição do ar, estimados na casa de cada voluntário estudado, com duas medições dos vasos sanguíneos. As medições eram realizadas por um período separado de três anos, uma da outra. 
 
Com esse levantamento, foi possível entender que a exposição à poluição do ar, também é uma das principais causas de ataques cardíacos e derrames. Pois os autores descobriram que os vasos das pessoas expostas a índices mais altos de poluição, em suas residências, engrossaram mais rápido do que as pessoas que viviam na área rural. 
 
Isso então sugere que as pessoas que vivem em uma parte mais poluída da cidade, tem um risco de 2% de sofrer com acidente vascular cerebral (AVC), em comparação com as pessoas que vivem numa área menos poluída. 
 
Nesses casos de obstrução das artérias, especialistas recomendam o medicamento Sinvastatina, que auxilia no bom funcionamento do fluxo sanguíneo, reduzindo as quantidades de colesterol ruim (LDL) e estimulando a produção do colesterol bom (HDL), equilibrando assim as taxas de colesterol no sangue.