Pesquisadores descobriram que asma pode não ocorrer somente de fatores alérgicos


Essa nova descoberta poderá impactar nos tratamentos já disponíveis, cujos sintomas variam bastante.

 
Os principais agentes que desencadeiam as reações alérgicas da asma, como pelo de gato, poeira, fumaça de cigarro ou poeira, estão sendo descartados pelos especialistas. Um estudo realizado na Universidade de Columbia, em Nova York identificou que a baixa produção de uma partícula chamada esfingolipídeo, provoca a contração dos brônquios e promove as crises asmáticas.
 
Os pesquisadores analisaram outro elemento que não tem relação com a inflamação dos brônquios e identificaram que a baixa produção de uma classe de moléculas, os esfingolipídeos, está ligada a contrição das vias aéreas (característica da asma). 
 
O histórico familiar já era considerado um fator de risco para o desenvolvimento das crises asmáticas, mas com outras pesquisas, que analisaram o DNA de diversas pessoas e possibilitou detectar uma proteína presente no genoma de diversos asmáticos, constatou que além de problemas ambientais, erros genéticos e possivelmente hereditários, podem desencadear a asma. 
 
A equipe investiga agora, de que forma a alteração genética faz com que os brônquios se contraiam, na ausência de fatores alérgicos ou inflamatórios. Os pesquisadores analisam também, a relação entre a síntese da enzima que produz espongilipídeos e a asma, em busca de um novo tratamento para os pacientes que não respondem as terapias disponíveis atualmente. 
 
As terapias disponíveis hoje, atuam com o intuito de diminuir a inflamação das vias aéreas, uma condição que não existe em casos de asma de origem genética. De acordo com um dos cientistas que descobriu essa variante genética associada asma, as alergias podem ser na verdade, uma consequência da asma, de forma que ainda que as terapias sejam concentradas apenas nas alergias, não vão tratar a doença efetivamente. 
 
Utilizar o medidor de fluxo de pico, que avalia a capacidade pulmonar do paciente pode auxiliar no controle das crises, assim como o medicamento Dexametasona, recomendado pelos especialistas para o tratamento das crises de asma.