Pesquisadores Analisam Estimativa de Vida pelo Hábito de Assistir Televisão


Entenda como através do hábito de ver TV os pesquisadores passam a projetar a estimativa de vida.

Assistir televisão não é, naturalmente, por si só perigoso, a menos que você cochile e acidentalmente caia do sofá em um chão duro. Mas o tempo de visualização de televisão é um instrumento útil, mesmo que um tanto impreciso, como marcador de quanto alguém está envolvido no chamado comportamento sedentário.

 “As pessoas podem responder a uma pergunta como: 'Quanto tempo você gastou assistindo TV ontem?" Muito melhor do que uma questão como "Quanto tempo você gastou sentado ontem?'", Diz o Dr. J. Lennert Veerman, um pesquisador sênior da Universidade de Queensland, que liderou o novo estudo.

Australianos, como se pode perceber, assistem muita televisão. De acordo com os dados da pesquisa, em 2008, o ano em que os pesquisadores escolheram como seu índice de referência, adultos australianos tiveram um coletivo de 9,8 bilhões hora de televisão.

Usando complexas tabelas atuariais e de ajuste para tabagismo, circunferência da cintura, qualidade da dieta, hábitos de exercício e outras variáveis, os cientistas foram capazes de isolar o efeito específico que as horas de sessão pareciam estar tendo em vãos de vida das pessoas.


E os resultados foram preocupantes: cada hora de televisão assistida após a idade de 25 anos reduz a expectativa de vida do espectador por 21,8 minutos.

Em comparação, fumar um único cigarro reduz expectativa de vida em cerca de 11 minutos, disseram os autores.

Olhando de forma mais ampla, eles concluíram que um adulto, que gasta uma média de seis horas por dia assistindo à TV durante o curso de uma vida pode esperar viver 4,8 anos menos do que uma pessoa que não assiste TV.

Esses resultados são verdadeiros, apontam os autores, mesmo para as pessoas que se exercitam regularmente. Parece, segundo o Dr. Veerman, que "uma pessoa que faz um monte de exercício, mas assiste seis horas de TV" todas as noites "pode ​​ter um risco de mortalidade semelhante como alguém que não faz exercícios e assiste sem TV."

Henrique Torres