Para evitar a gravidez


Microimplantes ou laqueadura são métodos eficazes e irreversíveis. Saiba mais

A contracepção é uma conquista importante da mulher moderna, que permite planejar sua vida e de sua família. A medicina avança a cada dia, e com ela os métodos de contracepção, hoje muito mais seguros, eficazes e modernos.

Antes de escolher a forma de contracepção mais indicada para o seu caso, tenha claro que existem métodos definitivos, como é o caso da laqueadura, que consiste numa cirurgia que torna a mulher estéril. Esta técnica costuma ser feita durante o parto cesariano. Parte das tubas uterinas, ou trompas de falópio, são extraídas e em seguida amarrados os dois pontos onde cada tuba foi cortada. Desta forma, os óvulos não conseguem passar dos ovários para o útero e nem os espermatozoides os alcançam. A mulher não para de ovular e menstruar, apenas há o impedimento do encontro entre óvulo e espermatozoide.

Segundo o Ministério da Saúde, este procedimento praticamente dobrou desde 2003, isso porque a mulher está tendo mais acesso à cirurgia financiada pelo SUS: enquanto naquele ano foram realizadas 31.216 laqueaduras, em 2008 foram 61.847. A Lei do Planejamento Familiar é clara ao estabelecer que a laqueadura só pode ser feita por mulheres com mais de vinte e cinco anos de idade ou com dois filhos vivos ou ainda quando há situação de risco à vida ou à saúde da mulher ou do bebê, relatado por escrito e assinado por dois médicos.

O Dispositivo Intra Uterino (ou DIU) é outro método bastante usado para evitar a gravidez. É feito de hastes muito fininhas, de plástico revestido de cobre. Ele é implantado dentro do útero e pode permanecer por vários anos, sempre com acompanhamento médico. A colocação do DIU deve ser feita em consultório médico ou clínica. Se bem posicionado, é um método eficaz. Sua ação libera certas substâncias (cobre ou hormônios, dependendo do material que é feito) que incentivam a formação de um muco cervical espesso, impedindo o encontro dos espermatozoides com o óvulo. A parede uterina também se torna pouco propícia à implantação do óvulo, prevenindo assim a fecundação. Ao contrário de outros dispositivos, pode ser removido.

Um novo método de contracepção acaba de entrar no mercado brasileiro, já aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde fevereiro de 2009, e há dez utilizado na Europa e Estados Unidos. Apresenta 99,80% de eficácia, indicado para mulheres que já tiveram filhos, não querem aumentar a prole ou que não se adaptaram aos demais métodos já existentes. É importante saber que se trata de procedimento permanente e, ao contrário do DIU, não é reversível.

A implantação dispensa o uso de anestesia geral e a internação hospitalar. Trata-se de um microimplante macio e flexível, de quatro centímetros, fabricado em titânio e níquel (materiais que apresentam boa compatibilidade com o organismo humano). É introduzido pela vagina por um equipamento extremamente fino, e colocado em cada uma das trompas de falópio. Esses microimplantes formam uma barreira natural que impede que o esperma alcance o óvulo. Durante três meses é preciso continuar a usar outra forma de contracepção. O organismo continua mantendo o ciclo natural, e podem ocorrer algumas alterações temporárias na menstruação. É preciso saber também que os microimplantes só podem ser removidos através de cirurgia, mas por se tratar de um procedimento novo, ainda não existem na literatura médica dados sobre a segurança e a eficácia da reversão deste tipo de método.

A mulher deve buscar orientação médica a respeito dos métodos disponíveis de contracepção.

Por: AgComunicado