Otite externa: doença tem maior incidência no verão


O mau emprego do cotonete é um dos grandes vilões desta inflamação

Chamamos de otite externa as inflamações ou infecções que afetam o ouvido, ou melhor, o pavilhão e o canal auditivo externo, estruturas que fazem parte dele. Entre as principais causas estão o uso de cotonetes e de qualquer outro instrumento para “limpar” ou coçar a orelha. É isto que acaba causando lesões na pele que reveste estas estruturas, levando à otite externa.

Segundo os otorrinolaringologistas, 80% dos casos da doença acontecem durante o verão. Isso porque a água, seja do mar ou da piscina, é um dos principais fatores que desencadeia a infecção. Ambientes úmidos e quentes, somados a alterações no pH, são ideais para a proliferação de fungos e bactérias. Entre as demais causas estão: obstrução anatômica e uso de aparelhos para surdez.

Os sintomas variam conforme o grau e a própria evolução da infecção, mas em geral há dor, sensação de “ouvido cheio” e calor local, além da eliminação de secreção.

O tratamento inclui limpeza local e medicamentos analgésicos e/ ou antiinflamatórios. Às vezes, pode ser necessário o uso de antibióticos, tanto de uso tópico (gotas) como por via oral.

Para prevenir a otite é preciso não utilizar hastes flexíveis - ou cotonetes - para “limpar” o ouvido, pois eles acabam tirando a cera, que protege o canal auditivo naturalmente. Produzida por glândulas da pele, o papel da cera é o de impermeabilização e proteção,  pois contém substâncias que dificultam e impedem o crescimento dos germes. Por ser mal utilizado, o próprio cotonete acaba empurrando a cera para o fundo do canal, compactando-a e tornando a sua remoção mais difícil.

Uma boa forma de prevenir a doença, principalmente para quem pratica natação, é o uso de protetores auriculares, que evitam a entrada da água e, consequentemente, o desenvolvimento de inflamações e infecções.

Por: AgComunicado