Os perigos da radiação nuclear


Entenda o que acontece no corpo humano

Após a tragédia ocorrida no Japão por conta de terremotos e tsunamis, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que o perigo para a população é mínimo porque a área em torno da usina foi isolada. 

Caso ocorra o derretimento de um reator nuclear, três tipos de radiação são liberadas no ambiente: alfa, beta e gama. A radiação alfa causa queimadura na pele e as radiações beta e gama – principalmente a gama – entram no organismo e causam deformações celulares. Ao longo dos anos, essas deformações podem levar ao câncer. O risco varia de acordo com a distância da pessoa do local do acidente e a proteção que ela utilizou. 
 
A radiação gama é a mesma usada na radioterapia que combate o câncer, pois em baixas doses ela destrói tumores. 
 
A radioatividade ionizante é capaz de mudar a estrutura química das substâncias, mudando as características de substâncias comuns no organismo. A partir da água, por exemplo, podem se formar radicais livres. Outra possibilidade é que a radiação nuclear afete diretamente as células, quebrando a cadeia de DNA. 
 
Não se sabe atualmente qual a quantidade limite de radiação à qual o corpo deva ser exposto para que tais efeitos possam desenvolver o câncer. E a exposição aos raios não é o único risco ao qual o corpo humano está sujeito em relação à radioatividade. É ainda mais importante evitar que as pessoas entrem em contato com material radioativo. A forma mais comum de isto acontecer é pela inalação de gases que se misturam à atmosfera depois de um vazamento. 
 
Uma grande ameaça  é o iodo. O corpo humano precisa dele para que a tireoide funcione normalmente e tende a absorver as partículas de iodo radioativo que ficam suspensas no ar. Para evitar que isto ocorra, estão sendo dadas pílulas de iodo não-radioativo à população japonesa. Desta forma, o corpo fica saturado do elemento e, mesmo se ele for inalado na forma radioativa, não será absorvido.

 

Autor:  Agência Comunicado

Fonte:  G1