O tecido adiposo e as doenças cardiovasculares


Conheça os efeitos que as substâncias do tecido adiposo podem influenciar no sistema cardíaco.

 
Há muito tempo, o tecido adiposo deixou de ser visto como apenas um reservatório de energia. Estudos e pesquisas mostraram que este tecido adiposo é um importante órgão endócrino que apresenta importante papel na secreção de substâncias e regula as funções metabólicas. Algumas dessas substâncias, conhecidas como adipocinas, podem influenciar a saúde cardiovascular. 
 
A obesidade e o acúmulo de gordura na região do abdômen causa a disfunção nos adipócitos, resultando no aumento da secreção de substâncias adipocinas pró-inflamatórias, denominadas de leptina e resistina e na redução da secreção de substâncias como adiponectina e omentina, que são adipocinas anti-inflamatórias. 
 
Em alguns diagnósticos de pacientes com diabetes do tipo 2 e obesidade, as concentrações plasmáticas de adoponectina são encontradas em quantidades reduzidas. O que produz efeito protetor sobre a saúde cardiovascular. 
 
Em outros casos, pacientes com maiores níveis plasmáticos de adiponectina, apresentam menores riscos de desenvolver doença coronária (que também pode ser tratada com o medicamento Sinvastatina). Pois estudos mostram que quanto maiores os níveis plasmáticos de adiponectina, melhor o espessamento das veias caróticas e menor o risco de desenvolver doença coronária. 
 
Em contrapartida, a outra substância leptina acelera o processo aterosclerótico (que também pode ser tratado com o medicamento Sinvastatina), por estimular a produção e o crescimento do fator endotelial vascular e a liberação de citocinas aterogênicas. Que apresenta relação direta com o aumento do colesterol ruim (LDL) e triglicérides. 
 
O excesso de peso influencia os níveis de adipocinas circulantes, portanto, uma mudança no estilo de vida, pode auxiliar na perda de peso e reduzir os riscos cardiovasculares. 
 
Especialistas recomendam uma alimentação equilibrada, a base de óleos vegetais como linhaça, soja e canola e a suplementação com óleo de peixe (ômega-3), para ajudar a aumentar os níveis plasmáticos de adiponectina e garantir efeitos positivos à saúde cardiovascular.