O Preconceito Cultural com os Transtornos Mentais


Saiba como a sociedade encara de forma preconceituosa o transtorno mental.

  Preconceito cultural em torno transtornos mentais

 

Diretrizes atuais de diagnósticos, ou seja, o DSM e em certa medida o ICD, têm sido criticadas como tendo a fundamentalmente Euro-americano de Outlook. Os opositores argumentam que mesmo quando os critérios de diagnóstico são utilizados em diferentes culturas, isso não significa que as construções de base têm validade dentro dessas culturas, como aplicativo confiável mesmo pode provar apenas consistência, não de legitimidade.

Defendendo uma abordagem mais culturalmente sensível, críticos, tais como Carl Bell e Marcello Maviglia afirmam que a diversidade étnica e cultural dos indivíduos, frequentemente, é descontada por pesquisadores e provedores de serviço.

 

O psiquiatra Arthur Kleinman afirma que o preconceito Ocidental ironicamente é ilustrado na introdução de fatores culturais para o DSM-IV. Transtornos ou conceitos a partir de culturas não ocidentais são descritos como "cultura-limite", considerando que a norma psiquiátrica diagnostica são dadas sem qualquer tipo de qualificação cultural, revelando a Kleinman um pressuposto subjacente de que os fenômenos culturais ocidentais são universais.

 

Há também um movimento de direitos de cuidadores de pessoas que ajudam e apoiam as pessoas com problemas de saúde mental, que podem ser parentes, e que muitas vezes trabalham em circunstâncias difíceis e demoradas, com pouco reconhecimento e sem remuneração.

 

Fundamentalmente, esses movimentos desafiam a teoria psiquiátrica e prática, incluindo em alguns casos, afirmando que conceitos psiquiátricos e diagnósticos de 'doença mental' não são reais nem úteis. Em alternativa, um movimento para a saúde mental global emergiu, definindo como 'a área de estudo, investigação e prática, que dá prioridade à melhoria da saúde mental e alcançando a eqüidade em saúde mental para todas as pessoas em todo o mundo'.

Henrique Torres