O perigo da automedicação


Assunto recorrente e importante

A prática da automedicação é muito comum entre a maioria das pessoas, é "natural" que em casa uma vasta gama de medicamentos seja mantida (analgésicos, dipirona, sais de fruta e até mesmo antibióticos). Se surge um resfriado é só tomar aquele remédio que reúne três componentes que juntos podem “vencer” a gripe. Há aqueles que utilizam indiscriminadamente inaladores e remédios para dor de cabeça, enfim, a automedicação é uma realidade que por mais que seja advertida em campanhas publicitárias, continua sendo praticada por milhares de pessoas no mundo.

Por ano, diversas novas fórmulas de medicamentos surgem e não é à toa, a cada ano surgem novos vírus e bactérias mais resistentes que precisam ser combatidos com fórmulas mais eficientes, e o resultado dessa incansável busca por novas fórmulas está na automedicação que muitas pessoas consideram “necessária”.

Se automedicar coloca em risco a própria saúde. De repente aquele analgésico que resolvia o problema da dor de cabeça já não é mais o suficiente e precisa de um outro remédio adicional; aquele antibiótico comprado “sem receita” já não parece ser tão eficiente contra a garganta infeccionada... O corpo não consegue produzir mais a quantidade necessária de anticorpos para combater as doenças, as bactérias e vírus cada vez mais fortalecidos necessitarão de uma medicação mais forte. Dores de cabeça em muitos casos estão relacionadas com outros problemas de saúde, mas a maioria das pessoas acredita que se trata de um sintoma corriqueiro e se automedicam frequentemente.

Geralmente aqueles que se automedicam são “orientados” por alguém que já utilizou aquela medicação, mas cada organismo possui peculiaridades e assim, exige fórmulas medicamentosas específicas, vale ressaltar que pode haver intolerância a algum componente químico presente na fórmula do remédio.

Aquele lembrete presente em propagandas na televisão e presentes inclusive, no verso da embalagem dos medicamentos não existe em vão... O que é muito comum é que as propagandas na televisão exaltem determinado medicamento como uma fonte de “milagres”, mas a preocupação com a própria saúde deve ser individual, a advertência para que um médico seja consultado é encarada por muitas pessoas como uma orientação boba sem nenhuma finalidade, e assim, a saúde frequentemente é exposta ao perigo.

E não é porque um medicamento contém a inscrição de natural, que não contém componentes químicos ou que não possa vir a causar efeitos colaterais. Um mal recorrente na sociedade é que as pessoas têm o hábito de tratar sintomas das doenças e assim, o problema a longo prazo se agrava e o tratamento pode se tornar mais longo. Tudo que se torna vício é um problema, e muitas pessoas têm o vício de tomar medicamentos com frequência acreditando que estão cuidando da saúde, quando na verdade estão colocando-a em risco. Por isso, não se automedique, não coloque a saúde em risco, trate o problema e não apenas os sintomas.

Daiana Barasa