O Papel da Mídia na Bulimia


Perceba como sorrateiramente a mídia está envolvida nos casos de bulimia.

O Papel da Mídia na Bulimia
 

Descrições da mídia de uma forma do corpo "ideal" são amplamente consideradas como um fator que contribui para a bulimia. Em um estudo realizado em 1991 por Weltzin, Hsu, Pollicle, e Kaye, afirmou-se que 19% das pessoas com bulimia comem uma quantidade abaixo do normal, enquanto 37% das pessoas com bulimia comem uma quantidade de comida que é normal para um ser humano médio, e 44% das pessoas com bulimia comem demais. Numa pesquisa com pessoas de idades entre 15 e 18 anos de idade, as meninas do ensino médio em Nadroga, Fiji relataram que realizavam a autopurgação, num índice que subiu de 0% em 1995 (algumas semanas após a introdução da televisão na província) para 11,3% em 1998.
 

Através das perspectivas cognitivas e socioculturais, as indicações para a origem da bulimia nervosa podem ser estabelecidas. O modelo cognitivo-comportamental da bulimia nervosa fornece uma indicação fundamental da causa da bulimia através de uma perspectiva cognitiva, enquanto que o "ideal de magreza" é particularmente responsável pela etiologia da bulimia nervosa através de um contexto sociocultural. Ao tentar decifrar a origem da bulimia nervosa em um contexto cognitivo, pesquisadores analisaram o modelo cognitivo comportamental e perceberam que ele é muitas vezes considerado o padrão de ouro, que todos devem seguir. Eles discutem o processo no qual um indivíduo cai no ciclo da autopurgação e, assim, desenvolve bulimia. Os pesquisadores argumentam que a extrema preocupação com o peso e a forma juntamente com a autoestima baixa resultará em rigorosas, rígidas e inflexíveis regras alimentares. Assim, o que levaria a uma alimentação restrita irrealista, e que pode, consequentemente, induzir a um "deslize" eventual onde o indivíduo comete uma infração menor das regras rígidas e inflexíveis alimentares. Além disso, a distorção cognitiva devido ao pensamento dicotômico leva o indivíduo a excessos. A compulsão posteriormente deverá desencadear uma falta de controle, promovendo que o indivíduo realize a purgação na esperança de contrariar os excessos. No entanto, pesquisadores afirmam que o ciclo se repete, e, portanto, deve-se considerar o ciclo de compulsão como se perpetuando. Através deste cíclo é que o bulímico cria a ilusão de que pode emagrecer.
 
Henrique Torres