O Mapeamento do DNA em Pacientes com Câncer


Entenda como esta nova técnica pode ajudar pacientes com câncer.


Acima de 100.000 pacientes com câncer e doenças raras na Inglaterra vão ter todo seu código genético sequenciado. O primeiro-ministro vai anunciar £100 milhões retirados do projeto durante os próximos três a cinco anos. O objetivo é dar a médicos uma melhor compreensão das necessidades de condição e tratamento genéticas dos pacientes, e ajudar a desenvolver novos tratamentos contra o câncer.


Um genoma humano contém três bilhões de pares de bases - os blocos de construção do DNA. O código de sequenciamento produz uma enorme quantidade de dados. Embora o preço esteja caindo rápido, atualmente custa de £5.000 a £10.000 – o que explica por que nenhum país no mundo embarcou em massa no mapeamento de DNA nesta escala.


Quando ele vai começar e quem vai fazer o sequenciamento e a análise do genoma são informações que não têm sido divulgadas, nem quais pacientes serão elegíveis para o teste voluntário. Mas a esperança é que através da comparação de perfis genéticos de grandes números de pacientes, isso vai permitir que os cientistas entendam o porque de alguns pacientes lidarem muito melhor com o câncer do que outros pacientes - e ajudará na busca de novos tratamentos. Para pacientes com câncer, o mapeamento de DNA pode levar a uma melhor segmentação dos medicamentos.


Já há um punhado de tratamentos alvo para diversos tipos de câncer - de mama, pulmão, câncer de intestino e sangue - onde os testes para um único gene podem revelar se um paciente é susceptível de responder bem ao tratamento. Por exemplo, pacientes de câncer de mama (que pode ser tratado com Letrozol) são testados para ver se seu tumor é positivo para \'Her2\', uma proteína que pode acelerar o crescimento de células malignas. Se assim for podem se beneficiar de Herceptin, uma droga que funciona em pacientes com níveis elevados da proteína Her2. O Mapeamento de genoma pode render mais destas terapias personalizadas.
 
Henrique Torres