Novas alternativas são encontradas para o combate às super bactérias


Os antibióticos estão falhando contra doenças infecciosas

A penicilina, assim como os demais antibióticos, está entre as principais conquistas da medicina de todos os tempos. Porém, recentemente, essa potente ferramenta multiuso começou a falhar no combate a algumas doenças infecciosas, levando alguns especialistas a acreditar que os antibióticos estão perdendo essa luta. As bactérias têm se mostrado cada vez mais resistentes aos antibióticos.

Recentemente, especialistas europeus afirmaram que a incidência de infecções resistentes a antibióticos já atingiram níveis alarmantes e que, em alguns casos, o problema supera a capacidade de combate das drogas disponíveis atualmente.  Eles afirmam que essas super bactérias vem driblando até os antibióticos recém-lançados.

Para a OMS (Organização Mundial de Saúde), a situação é crítica e é preciso que sejam tomadas medidas urgentes para iniciar a produção de novos medicamentos. Em abril desse ano, a resistência microbiana foi tema do Dia Mundial da Saúde.

Peptídeos – Há uma boa notícia: para o futuro, os cientistas apostam nos peptídeos (compostos resultantes da união entre dois ou mais aminoácidos), um promissor equivalente terapêutico que poderá ser utilizado como alternativa aos antibióticos. Eles creem que os peptídeos antimicrobianos irão tomar a linha de frente na luta contra as infecções e bactérias. Já foram identificadas cadeias de aminoácidos capazes de matar vários tipos de micróbios, incluindo os enterococos, bolores e também bactérias patogênicas humanas, incluindo a bactéria encontrada na cavidade oral humana, Streptococcus mutans, responsável pelo aparecimento da cárie dentária. Os peptídeos inibem consideravelmente até mesmo o crescimento de bactérias multi resistentes, como a bactéria hospitalar Staphylococcus aureus.  Seu efeito microbicida é emitido em alguns minutos e os testes mostraram que eles não danificam as células saudáveis do corpo humano.  Nas pesquisas conduzidas no Instituto Fraunhofer de Terapia Celular e Imunologia IZI, em Leipzig , a próxima etapa será testar os peptídeos antimicrobianos em animais de laboratório.
   
Por: AgComunicado