No período da menopausa, a mulher pode fazer reposição hormonal?


Saiba mais sobre essa terapia

Quando sintomas como ondas de calor, oscilações frequentes de humor, irritabilidade e insônia começam a acometer mulheres com, geralmente, mais de 50 anos, fica fácil adivinhar: é a menopausa que sinaliza a aposentadoria dos ovários e o fim da menstruação.

Algumas mulheres passam por essa transição sem grandes desconfortos. Outras, no entanto, sentem os sintomas de forma tão intensa que eles chegam a comprometer a qualidade de vida.

Desde a década de 1960, os médicos indicam a Terapia de Reposição Hormonal para amenizar os sintomas. O tratamento envolve a ingestão de estrogênio, que pode ser combinado com progesterona ou progestina. Com o tempo, começaram a surgir dúvidas e mitos acerca da terapia. Todas as mulheres devem fazer? Engorda? Eleva o risco do câncer de mama?

A Terapia de Reposição Hormonal não é indicada para todas as mulheres em fase de menopausa e pós-menopausa e o acompanhamento médico é indispensável. As que apresentam histórico familiar ou pessoal de câncer de mama, ou fatores de risco aumentados, doenças hepáticas ou cardíacas não podem submeter-se à terapia. Para estes casos, o endocrinologista pode recomendar opções não-hormonais.

A relação de maior propensão ao câncer e a terapia hormonal é controversa. A relação se dá de acordo com a idade, histórico de saúde e herança genética, tipo de hormônio utilizado na terapia, bem como o tempo de menopausa (transcorrido desde a última menstruação) e o início do tratamento.

O tão falado aumento de peso não é diretamente associado à reposição hormonal. O processo de envelhecimento e a própria menopausa provocam por si só mais propensão ao ganho de gordura. Na Terapia de Reposição Hormonal os níveis de hormônios costumam ser iguais ou até inferiores aos que o ovário produziu no decorrer da vida. Ou seja: é mito, a reposição de hormônios por si só não engorda.

Por: AgComunicado