Nilotibe (Tasigna): uma das alternativas para o tratamento da Leucemia Mieloide Crônica


Entenda a ação deste medicamento no organismo de quem sofre da doença

A LCM (Leucemia Mieloide Crônica) se caracteriza pela presença do cromossomo Ph-positiva (Ph+). E o principal objetivo do tratamento a este tipo de câncer é a eliminação das células que têm o cromossomo Ph, para que haja uma renovação celular saudável por completo.

Tecnicamente o tratamento leva a nomenclatura de “terapia alvo” que de maneira simplificada quer dizer que o intuito do tratamento é lutar contra as células cancerígenas principalmente. Na última década muitas drogas foram descobertas a fim de tratar este tipo de câncer e aumentar as chances de cura.

Um tipo de proteína conhecida como tirosina quinase BCR-ABL é a causadora deste tipo de câncer, por isso, o intuito das drogas utilizadas no tratamento da LMC é a inibir a BCR-ABL e é este  um dos tratamentos para o combate da doença.

Após a identificação da doença e início do tratamento, a equipe médica dará todas as informações necessárias sobre a maneira de utilizar os inibidores da tirosina quinase, sobre quais os efeitos da medicação, quais as medidas tomadas pelo paciente para seguir corretamente o tratamento etc.

O medicamento Nilotibe (Tasigna) é indicado ao paciente que apresenta intolerância a outros tipos de medicamentos, nem sempre essa é a primeira opção de medicação ao paciente, mas se torna uma alternativa quando o paciente passa a ter muitas reações devido à utilização de outras drogas que ao invés de melhoras trazem muito mais danos e reações.

A droga Nilotibe (Tasigna) é indicada quando o paciente não pode continuar o tratamento com o imatinibe ou quando a resposta ao tratamento não é a que se esperava com esse medicamento.

Não se trata de uma medicação que possa ser tomada junto a alimentos. O paciente deve ficar pelo menos 2 horas sem comer antes de ingerir o medicamento e uma hora após a utilização.

Dentre as reações adversas estão: náusea, vômito, dor de cabeça, cansaço, dores musculares, prurido (coceira, ardência), queda capilar, entre outros.

Qualquer tipo de reação adversa durante o tratamento com o medicamento deve ser informada ao médico. 

O tratamento à LMC (Leucemia Mieloide Crônica) demanda cuidados especiais e principalmente, plena disposição do paciente.

Fonte de consulta: Abrale - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia

Daiana Barasa