Nilotibe (tasigna): efeitos durante o tratamento


Compreenda sobre qual a ação esperada por meio da utilização deste medicamento

Em caso da prescrição do medicamento Nilotibe (tasigna) alguns procedimento costumam ser indicados. Testes sanguíneos devem ser realizados periodicamente para verificar principalmente qual a taxa de concentração de células normais e doentes no organismo.

Resultados anormais se caracterizam pela diminuição excessiva de células sanguíneas que podem causar anemia, diminuição de glóbulos brancos e plaquetas. Os níveis de lipase ou de amilase sanguíneas elevados podem refletir sobre a funcionalidade do pâncreas. O nível de insulina também pode reduzir-se, o que em consequência pode tornar o tratamento em casos de pessoas diabéticas mais complexo. Podem surgir ainda outras anormalidades nos testes sanguíneos.

O resultado esperado com o tratamento por meio do exame de sangue simples é quando a partir da análise de glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas percebe-se uma quantidade equilibrada dos mesmos no organismo. 

É solicitado o exame para verificar a resposta citogenética que determina se houve a diminuição na quantidade de células da medula óssea com o cromossomo Philadelphia (causador da doença). Uma resposta citogenética plena é quando ao examinar uma amostragem da medula óssea, observa-se que nenhuma das células contêm o cromossomo Philadelphia – Ph-positiva (Ph+).

Ainda que os exames realizados demonstrem resposta hematológica, citogenética e molecular positivas, pode ser que haja algumas células danificadas (em pouca quantidade) e que não foram detectadas no exame, por isso é importante que o paciente continue a tomar o medicamento conforme orientação médica.

A reposta esperada da utilização da medicação Nilotibe (tasigna) é:
•    Em 3 meses espera-se por meio da resposta citogenética a presença de menos de 65% do cromossomo Philadelphia na medula óssea.
•    Em 6 meses espera-se resposta citogenética com menos de 35% de células danificadas.
•    Em 12 meses espera-se reposta citogenética completa.
•    Em 18 meses uma resposta molécular maior (RMM – relação BCR-ABL< 0.1%) que quer dizer que a doença foi de fato vencida.

Após os dezoito meses, exames serão repetidos e espera-se que o resultado da resposta molecular permaneça o mesmo.

Por conta da descoberta e utilização dos medicamentos inibidores da tirosina a quimioterapia não tem sido indicada com a mesma frequência de anos atrás em casos de Leucemia Mieloide Crônica. Mas se o paciente não estiver respondendo ao tratamento com os inibidores da tirosina como é o caso da medicação Nilotibe (tasigna) a quimioterapia se torna uma alternativa de tratamento.

Fonte de consulta: Abrale - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia

Daiana Barasa