Na África, Mulheres não Aderem ao Uso de Medicamentos


34% das pessoas com AIDS no mundo são da África.

Na África, mulheres não aderem ao uso de medicamentos
 
 
O leste e o sul da África são as partes do mundo mais afetadas pela epidemia de HIV. Entre aqueles que vivem ao redor do mundo com o VIH, 34 por cento viviam em 10 países da África Austral, em 2009, de acordo com o programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS.
 
 
Pesquisadores têm explorado opções para uma medicação de baixo custo, segura e simples de reduzir o risco de transmissão de AIDS para uma população de baixa renda com pouco acesso a cuidados de saúde de qualidade. Nesta semana, os investigadores deste estudo mais recente anunciaram que nenhum dos três medicamentos que eles disponibilizaram, a profilaxia pré-exposição (PrEP), as intervenções de microbicida - tenofovir oral diária, e o gel de 1% de tenofovir vaginal diário - deu proteção extra contra o HIV, pois as mulheres não os utilizaram.
 
 
A baixa taxa de adesão explica a falta de benefícios e está de acordo com dados de outros ensaios de prevenção baseada em antirretrovirais que encontraram uma ligação entre altos níveis de aderência e a proteção do HIV. O estudo também constatou que o grupo de maior probabilidade de contrair HIV são mulheres solteiras menores de 25 anos.
 
 
Ensaios anteriores de gel à base de tenofovir e pílulas têm demonstrado que esta abordagem pode funcionar, porém somente se o produto é utilizado. A prevenção do HIV não é apenas biológica, mas também depende o comportamento dessas mulheres e meninas. Simplificando, boa aderência é necessária. O Dr. Marrazzo comenta: "Temos de repensar a concepção desses ensaios de intervenção que está sendo feito em pessoas saudáveis, porque é difícil para alguém tomar uma pílula ou qualquer coisa todos os dias, especialmente quando você está saudável e não sente que você precisa de um remédio".
 
Henrique Torres