Mulheres no período pós-menopausa são mais propensas a desenvolverem osteoporose


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Devido ao aumento na expectativa de vida das populações, inclusive a do Brasil – que aumentou 25 anos entre 1960 e 2010, segundo dados do Censo 2010 do IBGE divulgados em junho deste ano –, a osteoporose é atualmente reconhecida como uma importante questão de saúde pública. Um problema característico das pessoas que atingem idades mais avançadas, mas que também é comum atingir mulheres no período pós-menopausa.

Segundo pesquisa realizada pelo International Osteoporosis Foundation (IOF), um terço das brasileiras pós-menopausadas sofrem de desgaste da massa óssea e se tornam suscetíveis a fraturas. Uma mulher acima dos 50 anos, em média, apresenta maiores riscos de fratura osteoporótica em regiões como o colo do fêmur, vértebras e quadris.  O problema é decorrente da redução na produção de estrógeno pelo organismo – hormônio com ação controladora da ovulação e desenvolvedor das características femininas. Com isso, a remodelação óssea que ocorre após a menopausa sofre carência na reabsorção do cálcio para formular a massa óssea.

O estado de carência estrogênica pode estender-se por alguns anos após a menopausa, sendo necessária suplementação do hormônio – sempre com acompanhamento médico específico para não correr o risco de excesso na dosagem e, consequentemente, complicações futuras.

O diagnóstico da osteoporose é baseado no histórico clínico da paciente e nos resultados dos exames clínicos e complementares, entre eles a densitometria óssea. Confirmado o problema, inicia-se o tratamento adequado para cada tipo de mulher. O mais conhecido tem como indicação medicamentos bifosfonatos, que diminuem as características da osteoporose. No entanto, estes são contraindicados para pessoas com complicações renais graves.

A fim de diminuir os possíveis efeitos colaterais, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou em 2010 a utilização do composto denosumab, um anticorpo monoclonal capaz de aumentar a densidade mineral dos ossos, reduzindo a incidência de fraturas sem agredir a cavidade renal. A venda destes e outros medicamentos para o tratamento de mulheres pós-menopausas com osteoporose são realizadas apenas sob prescrição médica.


Por: AgComunicado