Mudanças no estilo de vida proporcionam saúde e bem-estar


Melhorias na condição de vida de pessoas reduzem o risco de morte por doenças cardíacas.

 
Uma pesquisa realizada no Rio de Janeiro apontou que mudanças de estilo de vida e melhorias nas condições socioeconômicas da população, diminuiu as altas taxas de mortalidade por doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC), em três estados do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. 
 
A equipe de pesquisadores analisou dados e indicadores socioeconômicos a partir do ano de 1949, analisando as taxas de mortalidade do arquivo do DataSUS, entre os anos de 1980 e 2008. Com o levantamento final de informações coletadas, os pesquisadores chegaram à conclusão que houve uma relação estreita entre a queda de mortalidade e melhoria nos níveis socioeconômicos. 
 
Essa queda está relacionada a um investimento feito há muito tempo, que intensificou a partir de 2000 a melhoria dos níveis socioeconômicos, ou seja, cada cidade analisada que apresentou maiores investimentos no crescimento econômico, elevou a queda nas taxas de mortalidade decorrentes de doenças isquêmicas do coração, infartos ou AVC (que também podem ser tratados com o medicamento Sinvastatina). 
 
Segundo os pesquisadores, esse levantamento também revelou que os benefícios dos investimentos socioeconômicos, atingem todas as faixas da sociedade. O mesmo podemos dizer dos investimentos no PIB, que é outra vantagem relevante que apresenta grande queda nas taxas de mortalidade. 
 
Se houver um investimento de R$100 na economia, por exemplo, é muito provável uma queda direta com percentual de 1,5 nas doenças isquêmicas do coração, enquanto as doenças do aparelho respiratório, podem cair cerca de 6%. Ou seja, qualquer investimento é válido tanto nas questões econômicas, quanto nas mudanças de estilo de vida. 
 
 
Essa pesquisa reforçou o alerta dos Cardiologistas quanto à redução e maior atenção do Brasil, nas questões de doenças cardiovasculares que ainda são a maior causa de morte, respondendo a mais de 300 mil óbitos anuais.