Mudanças de hábitos e medicamentos indicados para a Hipertensão


Porque com a saúde do coração não se brinca

De acordo com o artigo Hipertensão atinge 24,3% da população adulta, no ano de 2010, segundo dados emitidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o número de pessoas internadas em consequência de complicações da hipertensão era de 154.919. Ao longo de dez anos, houve diminuição nestes índices, em 2012, a taxa passou de 95,04% para 59,67%.

O mesmo artigo destaca que o mal da hipertensão acomete mais mulheres (26,9%) do que em homens (21,3%), por um percentual de diferença pequeno.

 

                                    O que é a hipertensão?

 

Também chamada de pressão alta, é quando a pressão fica igual ou superior a 14 por 9. Os vasos por onde o sangue circula se contraem e fazem com que a pressão do sangue se torne elevada.

Durante o dia, a pressão arterial pode variar, costuma se manter equilibrada quando a pessoa não realiza muito esforço ou quando está dormindo.

Ter ou não hipertensão está relacionado com fatores genéticos, mas maus hábitos também podem atuar no desencadeamento do problema como a obesidade, excesso de sal na dieta, vida sedentária, excesso no consumo de álcool etc.

Em caso de diagnóstico de hipertensão algumas medidas são essenciais como mudar os hábitos alimentares, evitando o consumo de sal, de alimentos ricos em condimentos, de produtos industrializados, entre outros, e dar lugar ao consumo dos alimentos saudáveis como é o caso das frutas, verduras, legumes, cereais, dentre outros.

Exercícios físicos moderados também são indicados, mas é importante que sejam supervisionados por um educador físico e que exames médicos sejam realizados para garantir que as atividades não prejudicarão a saúde.

O artigo Tratamento Medicamentoso publicado pelo Departamento de Hipertensão Arterial, destaca a importância dos agentes anti-hipertensivos no tratamento das pessoas que sofrem do problema a fim de reduzir os níveis tensionais e também de reduzir a taxa de desencadeamento de problemas cardiovasculares. 

Dentre os inúmeros medicamentos descritos no artigo, há a menção da substância Sinvastatina (do grupo dos antagonistas dos canais de cálcio), Doxazosina ( do grupo alfa-1 bloqueadores) e Lisinopril (do grupo de inibidores da enzima conversora da angiotensina).

Antagonistas dos canais de cálcio – A ação anti-hipertensiva deste grupo de medicamentos se refere à redução da resistência vascular periférica decorrente da diminuição na concentração de cálcio nas células musculares. São medicamentos indicados para monoterapia (administração isolada).

Alfa-1 bloqueadores – Geralmente são administrados junto a outros medicamentos, podem apresentar o que é conhecido como “tolerância farmacológica” que demanda o aumento nas doses do remédio.

Inibidores da enzima conversora da angiotensina – São medicamentos indicados para pessoas hipertensas e que sofrem com insuficiência cardíaca ou que tenham sofrido infarto agudo do miocárdio. 

É fundamental que o tratamento medicamentoso prescrito pelo médico seja seguido à risca e que mudanças de hábitos sejam realizadas. Com a saúde do coração não se brinca.

Fontes 

Hipertensão atinge 24,3% da população adulta. Portal Brasil: www.brasil.gov.br/saude/2013/11/hipertensao-atinge-24-3-da-populacao-adulta

Tratamento medicamentoso. Consensos e Diretrizes. Departamento de Hipertensão Arterial: departamentos.cardiol.br/dha/consenso3/capitulo5.asp

 

 

Daiana Barasa