Mononucleose: a doença do beijo


Causada pelo vírus Epstein Barr, transmitido pela saliva, esta doença afeta as células da garganta e o sistema imunológico

 

O vírus da mononucleose é mais comum do que se imagina. Estima-se que 90%  da população tem o anticorpo da doença e já desenvolveu a infecção, sem saber. Ou seja, em algum momento da vida, você pode ter entrado em contato com o vírus Epstein Barr (EBV). 
 
A mononucleose, popularmente chamada de doença do beijo, é mais comum em jovens de 15 a 25 anos – 5 a 10% deles desenvolve a doença. O alto índice de contágio pode ser explicado pela fácil transmissão, que acontece através da saliva – daí a origem do nome popular. Um simples beijo, um gole no copo de bebida de outra pessoa ou uma colherada na sobremesa de uma amiga, são suficientes para transmitir o vírus. 
 
Ela não é considerada uma doença grave. O pior que pode acontecer é a pessoa afetada passar alguns dias acamada. Porém, ainda assim, pesquisadores têm associado o material genético do vírus a alguns tipos de câncer, como o linfoma de Hodgkin, por exemplo. Há quem diga que essa conclusão é bastante controversa, visto que a doença costuma ser mais relacionada às pessoas com sistemas imunológicos debilitados.
 
Quando o vírus EBV chega no organismo, atinge diretamente as células da garganta e  espalha-se, contaminando as células do sistema imunológico. O EBV tem uma certa predileção pelos linfócitos B e estes, por sua vez, quando infectados, transmitem o vírus para órgãos como fígado, baço e gânglios linfáticos. Após atingir esses órgãos, é normal que haja inchaço – um dos sintomas mais comuns da doença – além de fadiga e dor na garganta. 
 
O período de infecção e manifestação dos sintomas varia de quatro a oito semanas. Se a pessoa não estiver acamada e com o diagnóstico confirmado, é praticamente impossível descobrir que é portador do vírus. Não há tratamento que ataque diretamente o vírus, apenas antivirais, analgésicos e antiinflamatórios que amenizam os sintomas da doença. 
 
Por: AgComunicado